Roberto Stuckert Filho/Divulgação
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Libra renderá R$ 1 trilhão em 35 anos, afirma Dilma

Em evento em Belo Horizonte (MG), presidente reiterou que boa parte desse montante irá para a educação por meio da Lei dos Royalties

Agência Estado e Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2013 | 11h45

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 23, que o leilão de Libra, na Bacia de Santos, vai render R$ 1 trilhão em 35 anos. Dilma afirmou que boa parte desse montante irá para a educação por meio da Lei dos Royalties.

A proposta estipula que 75% dos royalties sejam destinados à educação e 25% à saúde. A legislação também prevê 50% do Fundo Social do pré-sal para a educação. A presidente Dilma destacou ainda o regime de partilha usado no leilão de Libra. "Antes, o petróleo ficava com as empresas. Após o regime de partilha, 75% (do petróleo) vai para a União", afirmou. Dilma também disse que, junto com os royalties, recursos advindos desse excedente em óleo também serão usados na educação.

A presidente participou, em Belo Horizonte (MG), da inauguração de uma Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) na região norte da capital mineira, a petista afirmou que o governo federal tem "orgulho" de participar do projeto e exaltou o modelo de parceria público-privada (PPP) adotado pela prefeitura neste tipo de unidade.

Nessas PPPs, o município atua diretamente na educação e alimentação das crianças, enquanto as demais atividades são terceirizadas. "Estou impressionada pelo modelo de parceria público-privada da prefeitura. Acredito que a gente tem que sublinhar e divulgar sempre que possível as boas práticas. E essa é uma boa prática", disse, ao lado do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), classificado como "grande parceiro" por Dilma.

Lacerda é o nome preferido do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, para disputar o governo mineiro em 2014 e garantir um palanque no Estado para a candidatura socialista à Presidência no ano que vem. Mas o prefeito afirma que não pretende participar do pleito. Ele foi eleito em 2008 para suceder o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, por meio de aliança entre o petista e o então governador Aécio Neves (PSDB).

Apesar de ter rompido com o PT no ano passado, Lacerda reluta em disputar contra Pimentel, provável candidato ao Executivo - e que o prefeito fez questão de citar ao lembrar que está dando "seguimento ao projeto iniciado" pelo petista na Educação infantil -, assim como contra um candidato que será indicado por Aécio para a disputa estadual. Nos bastidores, além do PT, o PSDB também trabalha para manter Lacerda fora do pleito caso o PSB mantenha a posição de lançar candidatura própria em Minas ao invés de aderir ao à candidatura tucana e, consequentemente, ao palanque que o senador tucano terá no Estado para sua provável candidatura presidencial.

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