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Libra renderá R$ 900 bilhões, diz ANP

Campo do pré-sal, a ser leiloado em outubro, pode render R$ 300 bi em royalties e R$ 600 bi em petróleo para a União em 30 anos

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2013 | 02h05

A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, disse que a estimativa do governo é de que o Campo de Libra no pré-sal possa render até R$ 300 bilhões em royalties ao longo de trinta anos de exploração e até R$ 600 bilhões em barris de óleo na participação da União na área durante o mesmo período.

O governo encerra amanhã o prazo para que as empresas que pretendem disputar o campo manifestem seu interesse à ANP. O Tribunal de Contas da União (TCU) já informou ao governo, extraoficialmente, não ver problemas no edital. O leilão está confirmado para o dia 21 de outubro.

Segundo Magda, o leilão "tem todas as condições de seguir em frente".

Ela esclareceu que, apesar de 18 empresas terem acessado os dados a respeito da área que será leiloada, 11 companhias pagaram as taxas e oficializaram interesse em participar da disputa.

Magda disse que a Exxon, por exemplo, não tinha pago a taxa e demonstrado interesse no leilão do Campo de Libra no pré-sal até ontem.

"Espero que a empresa participe", acrescentou. A diretora participou ontem de audiência pública da CPI da espionagem no Senado Federal.

Desafio. Ela avaliou que o Campo de Libra no pré-sal é tão grande que nenhuma empresa poderá operá-lo sozinha. "O campo é muito grande e o desafio de acesso é muito grande. Vamos demandar poços de até 7 mil metros de profundidade."

Segundo ela, o desafio operacional, técnico e logístico é enorme e, por isso, embora a Petrobrás tenha essa capacidade, o mais adequado será trabalhar em parceria com outras companhias. "A exploração depende da colaboração entre empresas, eu diria até entre países. Parcerias tecnológicas nesses projetos fazem parte do dia a dia e são um benefício para o Brasil."

Espionagem. O banco de dados de exploração e produção da ANP não está ligado à internet e, portanto, não poderia ser alvo de espionagem por meio da rede mundial de computadores, afirmou. "O nosso banco de dados é um patrimônio do País e é um dos maiores bancos de dados centralizados do mundo que nós temos notícias. Podem ficar tranquilos de que as informações estão seguras."

Segundo Magda, o banco de dados armazena informações técnicas brutas, e não avaliações ou interpretações, sobre mais de 7,5 milhões de km² de bacias sedimentares do País. "Dados não têm valor, a não ser para um técnico da área com expertise para interpretá-los." Magda citou ainda que os dados ficam armazenados em um prédio diferente do escritório central da ANP, no Rio de Janeiro.

Questionada por parlamentares a respeito do uso de softwares estrangeiros na atividade de exploração de petróleo, Magda explicou que o Brasil não possui programas de computador nacionais com essa finalidade. Magda foi indagada especificamente em relação ao uso de softwares da Halliburton, empresa vinculada ao ex-presidente dos EUA, Dick Cheney.

"A simples decisão de se explorar petróleo exige que usemos softwares estrangeiros de empresas como a Halliburton, porque não temos softwares brasileiros para essa atividade."

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