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Licenciamento de veículos tem 3º maior volume em 10 anos

O volume de veículos licenciados em setembro cresceu 10,36% em relação a setembro de 2005, totalizando 151.148 unidades, o terceiro maior volume dos últimos dez anos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com agosto, o número de automóveis licenciados caiu 11,04%.No acumula dos primeiros nove meses do ano, o volume de licenciamentos somou 1.293.716, com crescimento de 11,16%. O volume foi o segundo maior dos últimos dez anos. Os números divulgados pela Fenabrave são referentes a automóveis de passeio e comerciais leves. A queda no licenciamento de veículos registrada em setembro, em relação a agosto, deveu-se ao número menor de dias úteis do mês passado e não mostra uma tendência. A avaliação é do presidente da Fenabrave, Sérgio Reze.O executivo destacou que, no acumulado do ano, o setor registrou um crescimento de 11,16%. "A economia não se alterou em nada, apesar das eleições, o que é muito bom para o setor", comentou.Na opinião do presidente da Fenabrave, o Brasil está numa rota de estabilização, "o que dá maior tranqüilidade para o empresariado". Segundo o executivo, o crescimento do setor está atrelado à redução da taxa de juros, à ampliação nos prazos de financiamento e ao lançamento de novos produtos. Segundo o ranking de setembro da Fenabrave, a Fiat ficou em primeiro lugar, com 39.927 veículos licenciados, com uma participação de 26,42%. Na seqüência, aparecem General Motors e a Volkswagen, com 35.240 veículos e 30.425 veículos licenciados, respectivamente. A participação de cada uma foi de 23,31% e 20,13%, respectivamente.No acumulado do ano, a seqüência se repete, com a Fiat em primeiro lugar, com 326.861 veículos licenciados e participação de 25,24%, enquanto a GM apareceu com 291.396 unidades e 22,5% de participação. A Volkswagen, com 288.345, ficou em terceiro lugar com a participação de 22,26%. Crescimento no anoReze projeta um crescimento de 11% para o mercado de automóveis de passeio e comerciais leves em 2006, na comparação com 2005, quando o mercado apresentou licenciamento de 1,620 milhão de veículos. Se confirmada a previsão, o resultado deverá consagrar 2006 como o segundo melhor da história do setor.Para 2007, a expectativa é de uma redução do ritmo, com crescimento de 8%. A projeção leva em conta um aumento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "Essa é uma previsão conservadora e poderá ser modificada com a consolidação do novo governo, seja quem for eleito", comentou.Segundo o executivo, mesmo com um ritmo de crescimento menor, o ano de 2007 deverá ser o melhor da história, ultrapassando o recorde de 1997, quando foram licenciados 1,873 milhão automóveis de passeio e comerciais leves.De acordo com Reze, entre os entraves para uma expansão maior do setor estão os altos tributos que incidem sobre os automóveis. Segundo a entidade, 30,60% do preço de venda do carro tipo 1.0 é referente a impostos. No caso dos modelos 1.6 a 1.8, o porcentual é de 34,60%.Para os automóveis 2.0, a tributação é de 36,60%. No caso dos comerciais leves, como os modelos utilitários esportivos SUV (minivans e versões de peruas), a tributação chega a 48,60%. "Na Europa, a tributação média é de 14%, o que, se fosse aplicado no Brasil, aumentaria o acesso do consumidor brasileiro", disse Reze. Matéria alterada às 14h15 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

03 de outubro de 2006 | 13h31

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