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Licitação para novos produtos será feita à parte

Ciente do potencial da capilaridade da rede de mais de 6 mil agências postais, os Correios lançaram mão do novo edital do Banco Postal para estabelecer que novos produtos, como o cartão de crédito e o cartão pré-pago da estatal, não tenham vínculo obrigatório com a instituição financeira que vencer a concorrência para prestar serviços de correspondente bancário.

Karla Mendes, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

Assim, se a estatal tiver autorização do Banco Central para lançar esses cartões ou decidir vender seguros, títulos de capitalização ou previdência privada nas agências, por exemplo, ela fará uma licitação à parte.

Pelos critérios do edital, só poderão participar da concorrência instituições financeiras que se enquadrem nos seguintes quesitos: ativos de R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 2,16 bilhões, no mínimo.

Com essas condições, podem participar do leilão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC, Votorantim, Safra, BTG Pactual, Banrisul, BNP Paribas e Citibank.

Na visão de Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Rating, a lógica é que a disputa esteja concentrada entre bancos de varejo que operam em nível nacional.

Com a recente aquisição do Panamericano, que sempre foi voltado para o público de baixa renda, pelo BTG Pactual, porém, Santacreu observa que pode fazer sentido para o BTG Pactual entrar na disputa. "O mais importante hoje é aumentar a base de clientes", destacou. Em 10 anos, o Bradesco tem mais de 10 milhões de contas abertas pelo Banco Postal.

Uma fonte revelou ao Estado, porém, que há um item do edital que pode favorecer o Bradesco na disputa: o de número 5.1.11.1, que estabelece que o valor total que deve ser repassado aos Correios, pelo período de um ano, referente às transações bancárias, seja de R$ 337,3 milhões.

"Para quem está atuando nesse segmento há algum tempo, é viável. Mas, se outro banco vencer, precisaria de uns dois anos para assegurar esse valor." No ano passado, o Bradesco repassou R$ 360 milhões.

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