Líder agrícola dos EUA critica 'caronas' na Rodada Doha

A Rodada Doha deabertura comercial global continuará inacessível até que ospaíses em desenvolvimento aceitem abrir seus mercados para maisprodutos agrícolas dos EUA, disse na segunda-feira o diretor daprincipal entidade ruralista norte-americana. Bob Stalman, presidente da Federação Americana do Burô daAgricultura, disse que as negociações estão paradas porquemuitos países em desenvolvimento querem que os EUA abram mão deseus subsídios agrícolas sem em troca oferecer uma redução detarifas de importação. "Muitos países em desenvolvimento decidiram: 'Ah, vamospegar carona nisso. Vamos conseguir alguma coisa e não vamosdar nada em troca'. Esse é o problema número 1", disse Stalmanem discurso a ruralistas na Virgínia. Os EUA estão sob pressão de países como Brasil e Índia paralimitar para 13 bilhões de dólares anuais os seus subsídiosagrícolas capazes de distorcer o mercado. Em 2005, Washingtongastou 18,9 bilhões de dólares nesses subsídios. "Infelizmente, alguns países que querem que baixemos paraum limite de 13 bilhões de dólares não estão dispostos areduzir tarifas suficientemente a ponto de contrabalançar issode uma perspectiva econômica", disse Stallman a jornalistasapós o discurso. O presidente do grupo de negociação agrícola da OrganizaçãoMundial do Comércio deve divulgar em breve um novo textodestinado a servir de base para um eventual acordo. Também há discordâncias entre países ricos e pobres arespeito da abertura dos mercados industrial e de serviços. Embora o presidente George W. Bush diga que ainda épossível haver acordo na Rodada Doha durante seu mandato, quetermina em janeiro de 2009, Stallman afirmou estarrazoavelmente confiante de que a Casa Branca não aceitaria umtratado que prejudique os interesses dos agricultores. "A realidade política bruta é que não haverá um acordocomercial aprovado no Congresso dos EUA se ele não tiver apoioda agricultura", disse Stallman.

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