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Líder cipriota insiste na saída do presidente do BC

Presidente cipriota insiste em que a separação constitucional dos poderes permite que o Parlamento investigue todas as autoridades do Estado

ATENAS, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2013 | 02h09

O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, defendeu que existem meios legais para a demissão do presidente do banco central do país, Panicos Demetriades, em uma carta para o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, à qual a agência Market News International teve acesso.

No documento, o presidente cipriota insiste em que a separação constitucional dos poderes permite que o Parlamento investigue todas as autoridades do Estado se houver suspeita de má conduta e que ele próprio não pode interferir no processo.

Anastasiades acusa Demetriades, que é membro do Conselho do BCE, de ter retido e ocultado informações cruciais sobre o sistema bancário do país quando o Parlamento pediu um relatório.

Na semana passada, Draghi enviou uma carta a Anastasiades alertando-o sobre seus esforços de demitir Demetriades. Na ocasião, o presidente do BCE ameaçou remeter o caso à Corte Europeia de Justiça.

No domingo, Anastasiades se manifestou pedindo que o presidente do banco central do país não aja de maneira que "surpreenda o governo" e que se esforce para estabilizar o setor bancário cipriota.

Cidadania. O governo cipriota vai conceder a cidadania para os investidores estrangeiros que perderam pelo menos 3 milhões com a intervenção bancária em seus depósitos, feita em meados de março. A medida foi anunciada no fim de semana por Anastasiades, em discurso durante reunião de um grupo de empresários russos na localidade turística de Limassol, no sul da ilha mediterrânea. "Os investidores não residentes que perderam ao menos 3 milhões poderão obter a cidadania cipriota", declarou Anastasiades.

No mês passado, o governo cipriota assinou um memorando com a troica para obter os recursos do plano de resgate financeiro, mas em troca teve de intervir nos depósitos bancários superiores a 100 mil.

Os investidores estrangeiros mais prejudicados com a medida foram os russos, que registram presenças cada vez maior na ilha. Segundo as autoridades cipriotas, os cidadãos russos em Chipre são cerca de 50 mil, a maioria executivos e empresários. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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