Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Associação pede que caminhoneiros liberem as estradas

Após pronunciamento de Temer, líder da Abcam também disse que presidente demorou muito para tentar solucionar a crise

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 15h41
Atualizado 25 Maio 2018 | 17h50

BRASÍLIA - A principal entidade contrária ao acordo entre caminhoneiros e o governo federal pediu aos motoristas que liberem as rodovias interditadas como reação ao pronunciamento feito mais cedo, nesta sexta, 25, pelo presidente Michel Temer que sugeriu usar forças de segurança para liberar as estradas. "Preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, a Abcam vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias", cita a nota distribuída à imprensa.

+ Mesmo após acordo, protestos continuam: entenda a greve dos caminhoneiros

A mensagem que será distribuída aos associados pede que seja respeitado eventual decreto presidencial sobre o tema. A entidade sugere, porém, que continuem as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias. A manutenção do protesto é apoiada porque a entidade não concordou com o acordo firmado ontem.

+ Imprensa internacional repercute greve dos caminhoneiros no País

"A Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel", cita o documento que lembra que a entidade tem reclamado sobre o tema desde outubro do ano passado. "É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria". 

Mais cedo, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, classificou como tardio o pronunciamento do presidente Michel Temer para tentar solucionar a crise de abastecimento gerada pela paralisação dos motoristas. Para o líder da entidade que não concordou com o acordo firmado na quinta-feira, 24, o uso da força citado por Temer vai tornar ainda mais difícil o fim da paralisação.

+ Com paralisação, Bolsa caminha para pior semana desde caso JBS

+ Economista de Ciro culpa política de preços da Petrobrás pela crise

"O uso da força vai tornar ainda mais difícil acabar com a mobilização porque essa estratégia vai gerar resistência", disse o presidente da entidade ao Broadcast. Para Fonseca, se forças de segurança tentarem retirar caminhoneiros a força, "haverá gente presa, machucada e muita confusão". 

+ Covas decreta estado de emergência na cidade de SP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.