Líder democrata aceita acordo sobre dívida; seus colegas, não

Congresso dos EUA precisa aprovar aumento do teto legal da dívida para evitar calote nos credores 

Economia & Negócios,

31 de julho de 2011 | 20h08

O líder da maioria (democrata) no Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, disse a jornalistas que assinou um acordo no qual afirma que aceita uma proposta bipartidária para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, atualmente de US$ 14,3 trilhões.

A declaração foi feita após uma reunião com a deputada Nancy Pelosi, líder democrata na Câmara. Pelosi, no entanto, disse após sair da sala que seus colegas de partido podem decidir não apoiar o plano. "Pode ser que nem todos, entre nós, apoiem o acordo", afirmou a democrata.

O Congresso dos EUA precisa aprovar o aumento do limite de legal de endividamento para que o país não precise suspender pagamento a credores no dia 2 de agosto.

Divergências

Antes de Reid divulgar que aceitou um acordo, o deputado Raul Grijalva, líder de um grupo de 74 democratas mais à esquerda, disse que não votaria favoravelmente ao plano bipartidário que estava sendo negociado.

"Esse acordo negocia o sustento das pessoas em troca de votos de uma minoria radical de direita que não cede, e eu não vou apoiá-lo", afirmou Grijalva.

Há indícios de que o acordo bipartidário tem adesão suficiente entre democratas no Senado, mas na Câmara ainda tem rejeição tanto dos deputados mais extremistas tanto no partido Democrata quanto no Republicano.

Otimismo

Líderes de ambos os partidos deram declarações otimistas neste domingo (31) sobre a possibilidade de o Congresso chegar a um acordo sobre a elevação do teto do endividamento.

Republicanos chegaram a dizer que os dois partidos estavam "muito perto" de um acordo - que ainda não se concretizou.

(Com agências internacionais)

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