Valter Campanato/Ag. Brasil
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Líder diz que governo pode negociar Previdência, caso mantida economia de R$ 1 tri

Joice Hasselmann (PSL) ressaltou que Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deveria ter seguido o cronograma inicial que previa a apreciação do texto da Página esta semana

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2019 | 14h06

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou, nesta quinta-feira, 18, que a gestão Jair Bolsonaro está disposta negociar mudanças na Previdência, desde que seja mantida a economia de R$ 1 trilhão em 10 anos.

"Desde a apresentação da proposta a gente está pronto a fazer concessões sim. O que nós temos pedido é que os parlamentares tenham a sensibilidade de não mexer na espinha dorsal, que é o R$ 1 trilhão", disse. "Quer mexer no BPC, mexe. Quer mexer na aposentadoria rural, mexe. A questão é preservar a economia de R$ 1 trilhão."

Joice afirmou ainda a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deveria ter seguido o cronograma inicial que previa a apreciação do texto da Página esta semana, mas que o adiamento para semana que vem não vai atrapalhar no andamento da PEC.

"O que houve ontem foi uma vitória de Pirro (da oposição)", disse. "Nós temos os votos necessários, temos 43 votos. A gente vai passar isso (na CCJ)."

Dizendo-se confiante na aprovação da reforma no Congresso, Joice preferiu não se arriscar a dizer quantos votos o governo tem hoje. "Seria leviano. Vocês sabem que a política é viva e muito sensível aos rumores", disse.

Ela comentou, porém, que a meta pessoal é de uma vantagem de 40 votos além dos 308 necessários para aprovação de uma PEC.

Ausência de João Doria 

Joice Hasselmann negou que a relação do presidente Jair Bolsonaro com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), esteja estremecida.

"A relação dos dois é excelente", disse. "O João me pediu uma audiência com Bolsonaro, e o presidente prontamente atendeu”. De acordo com ela, o encontro dos dois será na próxima quarta-feira, 24, às 14 horas.

Joice participou da cerimônia do Dia do Exército ao lado de nesta quinta-feira, 18, em São Paulo. Doria não estava no evento. O prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), correligionário do governador, estava presente e era um dos homenageados do evento. "Eu imagino que foi um desencontro de agenda", disse.

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