Dida Sampaio/Estadão
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Líder do governo na Câmara diz que ordem para beneficiar servidores foi de Bolsonaro

As mudanças contrariaram o acordo negociado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que defende o congelamento dos salários como contrapartida para que governadores e prefeitos recebam o auxílio da União.

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2020 | 17h43

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL), admitiu, em pronunciamento no plenário nesta quarta-feira, 6, que recebeu ordem direta do presidente Jair Bolsonaro para propor mudança que beneficia categorias de servidores no projeto de auxílio emergencial aos Estados e municípios.  

As mudanças contrariaram o acordo negociado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que defende o congelamento dos salários como contrapartida para que governadores e prefeitos recebam o auxílio da União.

"Sou líder do governo e não líder de qualquer ministério", disse o deputado. Ele contou que, durante a votação, ontem, conversou com Bolsonaro. “Desse plenário, eu liguei para o presidente da República e me certifiquei que essa era a melhor solução. E o presidente, 10 horas da noite de ontem, falou: 'faça dessa maneira e vamos acompanhar esses profissionais que estão na ponta da linha' e assim aconteceu”, afirmou.  

O congelamento é uma contrapartida pedida pelo governo para o repasse de R$ 60 bilhões de auxílio para Estados e municípios. Na votação da noite de terça-feira, os deputados voltaram a permitir reajustes para policiais legislativos e trabalhadores da educação pública da proposta, além de agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, profissionais de saúde e assistência social. 

Segundo Major Vitor Hugo, a proposta de exclusão da expressão “desde que diretamente envolvido no combate da covid-19 foi um determinação do presidente Bolsonaro, cumprida por ele. 

Para auxiliares do ministro, o deputado “admite bola nas costas” de Guedes. O movimento contrariou o superministro da Economia, que negocia a reversão no Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aceitou parcialmente as mudanças feitas pelos deputados. O texto ainda deve ser votado hoje no Senado. 

 

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