Pedro França/Ag. Senado
Pedro França/Ag. Senado

Líder do governo no Senado defende incluir parente de 2º grau na repatriação

Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) argumenta que laços são apenas de parentesco

Eric Decat, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2016 | 20h49

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), defendeu nesta terça-feira, 8, a inclusão de parentes de segundo grau de políticos no programa de repatriação de recursos do exterior.

Nova proposta que trata sobre a reabertura do programa foi apresentada hoje pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e basicamente manteve as mesmas regras que estavam em vigor.

As únicas mudanças apresentadas são com relação ao porcentual das multas previstas e o prazo. Desta vez, será adotada a alíquota de 17,5% de Imposto de Renda e 17,5% de multa sobre o valor repatriado. O valor anterior era de 15%. O período para a adesão será entre 1º de fevereiro e 30 de junho.

“Imagina que um político tem um cunhado com o qual não tem nenhuma relação de negócios, pode até ser o seu inimigo, por que essa pessoa que nada tem a ver, a não ser um laço de parentesco por afinidade, vai ter um tratamento diferente de outros?”, ponderou Nunes. “Acho que excluir político é correto. Porque o político é uma profissão de risco, neste sentido, tem que cumprir as regras com exatidão”, emendou Nunes.

As mudanças no texto original da proposta poderão ser feitas por meio de emendas apresentadas durante a discussão do tema na Casa.

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