André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Líder do PT na Câmara rebate ‘Economist’

José Guimarães disse que, com exceção da China, o Brasil consegue crescer acima da média dos Brics

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

26 de setembro de 2013 | 16h01

O líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), rebateu nesta tarde as críticas da revista britânica The Economist sobre as dificuldades de crescimento econômico do Brasil. Para o petista, o Brasil consegue, com exceção da China, crescer acima da média dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e promover o maior nível de distribuição de renda entre esses países. "Os neoliberais ficam torcendo todos os dias e fazendo as projeções não reais daquilo que eles querem e imaginam empiricamente que vai ocorrer", comentou.

A edição que chega às bancas nesta semana tem na capa uma imagem do Cristo Redentor fazendo piruetas no céu do Rio de Janeiro e questiona se o País não teria se perdido. "Na década de 2000, o Brasil decolou e, mesmo com a crise econômica mundial, o País cresceu 7,5% em 2010. No entanto, tem parado recentemente. Desde 2011, o Brasil conseguiu apenas um crescimento anual de 2%. Seus cidadãos estão descontentes - em julho, eles foram às ruas para protestar contra o alto custo de vida, serviços públicos deficientes e a corrupção dos políticos", diz a reportagem especial.

Na avaliação do líder do partido da presidente Dilma Rousseff, o Brasil consegue controlar a inflação, praticar taxas de juros compatíveis com o mercado e está próximo de atingir o nível de pleno emprego. "É uma situação muito favorável. Não há risco nenhum do Brasil perder, como algumas nações perderam, o bonde da história", concluiu.

Guimarães ressaltou que organismos internacionais e o Fundo Monetário Internacional (FMI) enxergam o Brasil como um "porto seguro" para investimentos. Ele afirmou que Dilma, em seu encontro com empresários em Nova York, teria agradado a "meio mundo" e citou o exemplo da revisão do processo de concessão da rodovia BR- 262, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, para transformá-lo em Parceria Público Privada (PPP). "Não dá certo para um lado, tem que dar para o outro", afirmou Guimarães, reforçando que o Brasil está enfrentando os gargalos logísticos.

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