Líder dos caminhoneiros insiste em paralisação de três dias

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), José da Fonseca Lopes, manteve a posição a favor de uma paralisação da categoria por 72 horas a partir de 25 de julho. Após participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com mais de 60 líderes do setor, ele manteve a avaliação de que não mudou o quadro grave das estradas brasileiras.Após o encontro, os dirigentes das entidades tiveram uma reunião para tentar definir uma avaliação conjunta, mas não houve consenso. Segundo Fonseca, a frente considerou positiva a reunião com o presidente e acreditou nas promessas de investimentos no setor, mas disse que não se sentiu sensibilizado. "Mantemos a paralisação e não vamos abrir mão, pois estamos ouvindo isso (promessa de aumento de investimentos) há muito tempo", afirmou. A assembléia da ABCAM para confirmar ou não a paralisação está marcada para segunda-feira em São Paulo.O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Estado de São Paulo, Antônio Herculano, defendeu que a ABCAM adie a paralisação e conceda um prazo para que o governo demonstre se vai cumprir ou não suas promessas. "Acho que o Fonseca vai convencer os seus liderados de que é melhor retardar o movimento. Se não forem cumpridas as decisões do governo até a Frente vai em apoio a ele", disse.

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