Líder industrial italiano elogia Lula e a economia brasileira

O presidente da Confederação das Indústrias da Itália (Confindustria), Luca Cordero di Montezemolo, alto dirigente da Fiat e da Ferrari, fez elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à fase atual da economia brasileira, ao discursar, nesta capital, no seminário "Destino Brasil - Novas Oportunidades para Empresas Italianas".Montezemolo afirmou que Lula tem "conhecimento profundo" da situação da indústria no Brasil. O empresário italiano disse que Lula "se formou em uma fábrica". E brincou: "Mas, infelizmente, foi na Volkswagen, e não na Fiat.Montezemolo elogiou a política econômica do Brasil. Disse que o governo Lula tem uma política fiscal rigorosa, e o Brasil vive "um momento extraordinário, com estabilidade, com resultados positivos, com prestígio internacional, que levaram ao País investimentos de US$ 20 bilhões de empresários europeus".Segundo o presidente da Confindustria, "as políticas fiscais (no Brasil) estão criando condições verdadeiras para dar um passo adiante no investimento no Brasil." Montezemolo citou grandes empresas brasileiras, como Embraer, Vale do Rio Doce e Petrobrás, lembrando que elas competem "com gigantes da globalização".Segundo ele, os empresários italianos querem colaborar. "Queremos o Brasil como parceiro". Montezemolo disse que a previsão é de que a economia brasileira neste ano cresça 5%, o que "é muito importante".E acrescentou: "com a economia em expansão, política fiscal severa, índice de inflação sob controle, exportações crescendo, as empresas italianas estão olhando atentas para os investimentos no Brasil, por conta das PPPs (Parcerias Público-Privadas), que permitirão a realização de muitas obras de infra-estrutura".Lula defende economiaEm seu discurso, Lula afirmou que o País está num processo de redução das taxas de juros e exaltou o sucesso da balança comercial, que está com saldo de US$ 41 bilhões e é o principal fator de crescimento da economia, com estabilidade. O presidente reconheceu que, em seu governo, a economia poderia ter crescido "um pouco mais", mas disse que isso não ocorreu porque o governo precisava ter cautela.Ele destacou ainda que seu grande plano é "o da credibilidade, da recuperação da credibilidade externa, da recuperação da credibilidade interna, promovendo mudanças na legislação".

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