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Liderança da protecionista Suíça em ranking gera controvérsia

Com um dos maiores índices de subsídios do planeta, com leis duras contra imigração de trabalhadores e praticamente fechada para a entrada de empresas estrangeiras no setor de serviços, a Suíça foi considerada neste ano pelo Fórum Econômico Mundial como a economia mais competitiva do mundo. A avaliação surpreendeu até mesmo alguns economistas suíços, que pelo ranking desbancaram os Estados Unidos na liderança. Segundo o Fórum, com sede na própria Suíça, os motivos para a liderança são a capacidade inovadora do parque industrial, os níveis de pesquisa e desenvolvimento, além de sua infra-estrutura científica exemplar. A proteção à propriedade intelectual é alta e a cultura empresarial seria "sofisticada". Não por acaso, o país é conta com as principais empresas do setor de biotecnologia. Há um ano, a Suíça ocupava a quarta colocação na classificação que é vendida pelo Fórum ao público a US$ 123,00 por cada exemplar. Mas em outro ranking produzido pela entidade IMD, também da Suíça, o país neste ano seria apenas o oitavo colocado na classificação de competitividade entre as economias. Apesar de crescer a taxas mais altas em comparação aos países ricos neste ano, a Suíça conta com regras que mostram uma economia que, em alguns setores, pode ser considerada praticamente como fechada. Qualquer entrada de uma empresa estrangeira precisa antes passar por uma "avaliação de necessidade econômica" por parte dos suíços. Isto é, uma avaliação do impacto que uma nova loja ou empresa vai gerar para as que já estão operando na região. O Carrefour, por exemplo, levou anos para conseguir uma autorização para se instalar no país. Quando conseguiu, foi para apenas uma loja e fora das cidades. Já a Ikea foi obrigada a abrir uma loja a 50 quilômetros de Genebra para evitar uma concorrência excessiva às fábricas locais de móveis.Nas cidades suíças, o controle é tão grande que é o números de táxis é limitado para evitar excessiva concorrência. No campo, a produção agrícola é amplamente subsidiada diante da falta de competitividade. E nos círculos políticos, associações quebram a cabeça para descobrir como fazer para que os preços de bens e serviços sejam mais baixos diante da falta de concorrência. Não por acaso, Zurique e Genebra são as duas cidades mais caras do planeta. EUAMesmo assim, o Fórum estima que os suíços superam os americanos em competitividade. Para os especialistas que prepararam o relatório, a queda dos Estados Unidos para a sexta posição é sinal de que o país deixou a fase de crescimento econômico robusto e começará a ter de se preocupar com seu déficit comercial e orçamentário. Analistas alertam que a nova posição no ranking é mais uma prova da desaceleração da economia americana. "Os Estados Unidos mantém o déficit há muitos anos e existe uma preocupação crescente que estão criando uma vulnerabilidade em sua economia", afirmou Augusto Lopez-Claros, economista-chefe do Fórum. Os americanos ocupam apenas a 69ª posição em termos de ambiente econômico. Outro problema indicado pelo ranking é a dúvida sobre a eficiência do governo americano, principalmente diante da resposta pouco adequada de Washington para resgatar as vítimas do Furação Katrina, em Nova Orleans. Educação primária e serviços de saúde também não estariam no mesmo nível dos demais países ricos.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 19h54

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