Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Lideranças na Câmara veem episódio da CCJ como demonstração de falta de articulação

Audiência com o ministro da Economia Paulo Guedes para discussão sobre a reforma da Previdência foi marcada por briga e xingamentos

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 03h12

BRASÍLIA - A briga e os xingamentos que marcaram o fim da audiência com o ministro Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara "só expõem a necessidade de estratégia e articulação por parte do governo", afirmou ao Broadcast o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (BA).

Para ele, a oposição conseguiu antecipar o debate de mérito, que costuma ocorrer só na comissão especial, para a CCJ, que discute apenas a admissibilidade da matéria. "O ministro deveria ter sido preservado para a comissão de mérito", avaliou. Apesar disso, Nascimento acredita que "não muda nada na tramitação".

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que a reação de Guedes aos ataques do deputado Zeca Dirceu (PT-PR) foi "compreensível". "Ele foi pessoalmente atacado por um deputado petista que, valendo-se de termos chulos e inadmissíveis, ofendeu sua honra", justificou.

Outros parlamentares favoráveis à reforma avaliam que o resultado desastroso da audiência mostrou que o presidente Jair Bolsonaro "abandonou" Guedes, que está caindo no colo da oposição em meio à falta de articulação política e de unidade na bancada governista.

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