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Líderes chineses querem aumentar gasto social em 2012

A cúpula do Partido Comunista também decidiu que deve manter as restrições ao setor imobiliário

CLÁUDIA TREVISAN , CORRESPONDENTE / PEQUIM , O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h07

Os líderes chineses anunciaram ontem que pretendem aumentar os gastos sociais e a demanda interna para sustentar a expansão do PIB em 2012, diante de um cenário global que consideram "extremamente difícil".

Depois de três dias de reunião, a cúpula do Partido Comunista indicou que pretende manter as medidas restritivas impostas ao setor imobiliário há quase dois anos, em uma tentativa de conter a formação de uma bolha especulativa no setor.

O tom do encontro foi mais contido do que gostariam muitos investidores, para os quais os sinais de desaceleração da economia deveriam levar a decisões mais agressivas de estímulo ao crescimento. Os líderes indicaram que pretendem aumentar os gastos nos setores de saúde, previdência e habitação popular e reduzir taxas para elevar a renda líquida das famílias.

Wang Tao, economista-chefe do UBS para a China, avaliou ontem que o mercado deverá reagir de maneira negativa às conclusões da reunião. "Ao mesmo tempo em que há uma clara mudança da preocupação em relação à inflação para o crescimento, há poucas evidências de que podemos esperar nada mais do que uma gradual relaxamento das políticas", escreveu Tao.

Para ela, o conservadorismo é a melhor opção em razão dos desequilíbrios da economia chinesa. "Não é nem necessário nem benéfico para o governo adotar outro grande pacote de estímulo, expandir rapidamente o crédito mais um vez ou reverter as medidas para o setor imobiliário."

Ao fim do encontro, os líderes chineses anunciaram que manterão uma política monetária "prudente" e uma política fiscal "pró-ativa". Diante do impacto negativo da expansão de crédito experimentada nos últimos três anos, é provável que qualquer medida de estímulo ao crescimento tenha a forma de aumento do gasto público e não de elevação do crédito, avaliam os analistas.

Quando o mundo mergulhou na crise financeira de 2008, Pequim conseguiu manter rápido crescimento graças à rápida expansão dos financiamento, que levou à concessão de US$ 3,8 trilhões em novos empréstimos desde então, valor equivalente à mais da metade do PIB de U$ 7 trilhões projetado para 2011.

A expansão monetária gerou inflação e criou uma bolha no mercado imobiliário, que as autoridades tentam desinflar desde abril do ano passado com uma série de medidas restritivas à compra de imóveis.

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