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Líderes da Apec esperam fim da crise financeira em 18 meses

Governantes disseram que individualmente já adotaram 'ações extraordinárias' para fortalecer economias

Associated Press e Reuters,

23 de novembro de 2008 | 16h15

Líderes das economias da Asia-Pacífico, responsáveis por quase 60% da produção mundial, afirmaram neste domingo, 23, estarem convencidos de que podem superar a atual crise financeira mundial em 18 meses. Este foi o pronunciamento mais específico, até agora, sobre o fim da crise que está gerando desastres nos sistemas financeiros do mundo, especialmente das nações ricas.   Veja também: Líderes da Apec apóiam declarações do G-20 sobre crise De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Todas as notícias sobre o Citigroup    O Fundo Monetário Internacional (FMI) havia se pronunciado, calculando que a crise poderia durar até a segunda metade de 2010, o que faria de 2009 um ano de recessão ecônomica internacional, em que as economias cresceriam apenas 0,1%. No próximo ano, o crescimento mundial de 2,2% dependeria dos mercados emergentes, que teriam um indicador de 0,5%, segundo o FMI.   Os dirigentes dos 21 membros do Foro para a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) disseram que individualmente já adotaram "ações extraordinárias" para fortalecer suas economias. "Estamos convencidos de que podemos superar esta crise em um período de 18 meses", afirmaram em uma declaração emitida pouco antes da conclusão do encontro realizado em Lima.   Uma das medidas para combater a crise é fortalecer as instituições financeiras. "Vamos evitar a recessão que ameaça o mundo conduzindo cada um de nossos gastos fiscais nas pastas de infra-estrutura, e na ajuda social e apoio aos serviços básicos da população", disse o presidente peruano Alan Garcia. "Vamos vencer a crise unidos. Os povos, os governos e as empresas do mundo vão recapitalizar e fortalecer as instituições financeiras".   Os governantes disseram no sábado que seus ministros se reunirão em Genebra no próximo mês para concluir detalhes que poderiam reavivar as conversações da Rodada Doha, tidas como fracassadas em julho. A Rodada se encaminha ára criar novas regras para o comércio mundial de bens industriais, agrícolas e de serviços.   A reunião da Apec teve a participação dos Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Chile, China, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Rússia, Singapura, Taiwan, Tailânida e Vietnã. O encontro ocorreu uma semana depois da reunião do G-20 em Washington, e deu um passo importante na questão das relações comerciais, já que o o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, rejeitou as medidas protecionistas.   Atualizado às 16h56

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