Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Líderes da Câmara esperam segundo turno da reforma da Previdência sem surpresas

Expectativa que é votação seja concluída esta semana, sem alterações no que foi aprovado em primeiro turno

Camila Turtelli e Mariana Haubert , O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2019 | 10h59

BRASÍLIA - Líderes da Câmara acreditam que a Casa deve finalizar nesta semana a votação do segundo turno da reforma da Previdência, sem alterações ao que foi votado no primeiro turno e dentro do cronograma previsto pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ).  

O líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), está confiante de que seu partido irá entregar o mesmo número de votos a favor da reforma que apresentou no primeiro turno, ou seja, os 34 que representam a totalidade da bancada da legenda. "Estou confiante. Não houve mudanças. No MDB, vamos manter os 100%", disse nesta segunda-feira, 5, ao Estadão/Broadcast.

Havia um temor de que deputados pudessem sofrer influência de suas bases parlamentares durante o recesso e mudar de ideia em relação à proposta nos últimos dias. Os deputados fizeram um recesso branco nos trabalhos após a votação da primeira fase da reforma entre os dias 17 de julho e a semana passada. 

Maia agendou oito sessões entre terça e quinta-feira para que o segundo turno possa ser concluído. Baleia Rossi acredita que a votação possa começar amanhã à noite e ser concluída na quarta-feira. 

O líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), também acredita que a votação deva acontecer sem surpresas em relação aos votos registrados no primeiro turno.

Oposição marca reunião

Os partidos da oposição na Câmara se reunirão no fim da tarde desta segunda para discutir estratégias para a votação em segundo turno da reforma da Previdência. As siglas pretendem apresentar destaques que podem retirar trechos do texto que já foi aprovado em julho. As lideranças vão discutir quais mudanças defenderão no plenário.

A reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno pela Câmara em 10 de julho com 379 votos a favor e 131 contra. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, ela precisa ser votada em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado

Nesta segunda etapa, os deputados não poderão fazer grandes mudanças. Agora, eles podem apenas apresentar destaques para suprimir trechos da proposta. Ainda assim, o governo está preocupado com eventuais modificações e quer garantir que os partidos aliados e os de centro não irão apresentar pedidos nesse sentido. O governo terá que garantir 308 votos, dos 513 deputados, para derrubá-los. 

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