Líderes da UE alertam para força do euro e crescimento da região

A ComissãoEuropéia pode cortar suas previsões de crescimento para a zonado euro neste ano, disse o primeiro-minstro de Luxemburgo nestesábado, ao mesmo tempo em que outros líderes expressarampreocupações sobre a força do euro. Falando em um intervalo da cerimônia que marca a entrada deMalta no dia 1o janeiro na zona do euro, o ministro francês daUE, Jean-Pierre Jouyet, disse que o euro se valorizou rápidodemais. Jouyet chegou perto de renovar as críticas francesas aosaumentos da taxa de juro pelo Banco Central Europeu no anopassado sugerindo que os ministros de Finanças da UniãoEuropéia deveriam "ver se a meta de inflação (do BCE) eraapropriada para a zona do euro". O último comentário de Jouyet marca uma adaptação depedidos anteriores do presidente francês, Nicolas Sarkosy, parafazer com que o crescimento faça parte do mandato do BCE--proposta que atraiu pouca simpatia na Europa e encontrou umaoposição particularmente forte da Alemanha. No entanto, Jouyet também disse que não comentaria sobre apolítica do BCE, que defende ferozmente sua independência depolíticos. Embora a crise global de crédito tenha persuadido o BCE amanter a taxa de juro em 4 por cento desde junho do anopassado, comentários duros contra a inflação dos formuladoresde política do BCE têm impulsionado o euro a uma alta duradourafrente ao dólar, especialmente desde que o Federal Reservecomeçou a cortar sua taxa básica de juros em setembro. O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker,disse que ainda é cedo para descartar uma desaceleração dosmercados na zona do euro, mas acrescentou: "A Comissão Européiaestá considerando que podemos ter um crescimento de 1,8 ou 1,9por cento". A última previsão da Comissão, em Novembro, foi decrescimento de 2,2 por cento para 2008. O presidente da Comissão Européia, José Durão Barroso,disse que os riscos persistentes para o crescimento da zona doeuro vêm menos do euro forte do que dos Estados Unidos, onde acrise das hipotecas ressaltou o colapso do mercado imobiliárioe levantou preocupações globais sobre a exposição dos banco àsdívidas de alto risco.

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