John Thys/AFP
John Thys/AFP

Líderes da UE discutem futuro sem o Reino Unido

A avaliação é que o bloco vai evitar divergências e concentrar o diálogo em temas menores, mas que sejam consensuais

Dow Jones Newswires

15 Setembro 2016 | 05h00

ESTRASBURGO - Quando os líderes europeus se reunirem na próxima sexta-feira, na Eslováquia, pare refletirem sobre o futuro da União Europeia após a saída do Reino Unido, é esperado que eles se comprometam com medidas modestas para aparar divisões no futuro.

O plebiscito de 23 de junho no Reino Unido, no qual 52% dos eleitores votaram por deixar o bloco, levantou questões fundamentais sobre a UE.

No entanto, ao invés de procurar resolver essas e outras questões espinhosas sobre a integração política – se o necessário é uma maior ou menor integração, por exemplo – as lideranças devem focar em temas menores, passíveis de acordos, como mais cooperação contra o terrorismo, controle de fronteiras e uma política mais generosa de investimento.

“Nunca antes eu vi tão pouco em comum entre os Estados membros. Há poucas áreas onde todos concordam em trabalhar juntos”, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Em seu discurso anual ao Parlamento Europeu, Juncker pintou um quadro ruim das tensões que crescem no bloco, mas disse crer que a UE tem capacidade de superar o divórcio com o Reino Unido. “Respeitamos e lamentamos a decisão britânica, mas a UE não está em risco”, disse Juncker.

Como uma cura para os problemas do bloco, Juncker propôs uma série de iniciativas em diversas áreas, incluindo uma defesa conjunta e uma política externa mais robustas, a duplicação do fundo europeu de investimento, entre outras iniciativas.

Em outras áreas, irão surgir mais mostras da divisão que ronda o bloco. Um número crescente de pequenas nações como a Hungria, pede controle mais rígido de fronteiras e autonomia nacional, especialmente em relação à políticas de imigração coordenadas a partir de Bruxelas.

“Vamos voltar ao conceito de Europa com nações”, disse o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, em um discurso feito na segunda-feira. 

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