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Líderes do G-20 compromem-se com crescimento e empregos

Os líderes do G-20 afirmaram nesta sexta-feira, em comunicado ao fim do encontro na Rússia, que a recuperação da economia global está "muito fraca" e pode perder força, por isso eles prometeram adotar "ações decisivas" para impulsionar a atividade e criar empregos. O grupo também endossou um plano da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para reduzir a evasão tributária e incentivar investimentos privados em projetos de infraestrutura.

Agencia Estado

06 de setembro de 2013 | 11h09

O G-20 apontou para sinais de recuperação na zona do euro, assim como a demanda mais forte nos EUA e o crescimento mais acelerado no Reino Unido e no Japão. Entretanto, o grupo afirmou que o crescimento desacelerou em alguns mercados emergentes, parcialmente em função da recente saída de capital e a crescente volatilidade associada nos mercados financeiros. "Apesar das nossas ações, a recuperação está muito fraca e os riscos tendem para o lado negativo", diz o comunicado.

Os líderes afirmaram que a saída de capital dos países emergentes está relacionada com as expectativas de um maior crescimento nos mercados desenvolvidos, levando a uma "eventual recalibração da política monetária". Segundo o grupo, a "normalização" da política monetária em países desenvolvidos só vai acontecer quando existir um crescimento "fortalecido e sustentado".

"Nossos bancos centrais prometeram que mudanças futuras nas ações de política monetária continuarão a ser cuidadosamente calibradas e claramente comunicadas", afirmaram os líderes, que disseram ainda estar cientes dos riscos de um período prolongado de política monetária frouxa. Eles também comentaram que a redução da dívida dos governos de países desenvolvidos continua sendo "essencial", mas não estabeleceram nenhum prazo para isso, dizendo apenas que os planos fiscais vão ser implementados de maneira "flexível", para dar suporte ao crescimento e à geração de empregos.

Os membros do G-20 voltaram a se comprometer em não adotar desvalorizações cambiais competitivas e também cobraram uma implementação decisiva da união bancária na zona do euro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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