Líderes do G-20 endossam reforma e pedem ação conjunta

Secretário do Tesouro do Reino Unido segue a linha de Lula e Mantega e reforça maior atuação dos emergentes

Célia Froufe e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

09 de novembro de 2008 | 16h36

Com o mesmo tom dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o secretário de finanças do Tesouro do Reino Unido, Stephen Timms, reforçou neste domingo, 9, a necessidade de reformas amplas das instituições multilaterais no combate à crise financeira internacional e da participação dos países não ricos neste processo. "Precisamos ampliar os papéis para permitir uma melhor atuação dos países emergentes", disse durante entrevista coletiva, em São Paulo, ao final do encontro dos representantes dos bancos centrais e ministros das Finanças do G-20. "Existe o reconhecimento de todo o G-20 de que há necessidade de reformas no FMI (Fundo Monetário Internacional) e em outras instituições", acrescentou.  Veja também:Brasil propõe órgão supervisor global para enfrentar crisePerigo maior em 2009 é de deflação, diz Mantega'G-7 não tem mais condições de conduzir sozinho', diz LulaLeia a íntegra do discurso de Lula na abertura do G-20Saiba os assuntos que serão discutidos no G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  Na opinião do secretário, essas transformações são necessárias porque há urgência da parte de todos os componentes do grupo de enxergar o progresso na resolução dos problemas decorrentes pela crise internacional. Também de acordo com Timms, a crise, que é de grandes proporções, gerou a necessidade de retrabalhar de maneira mais eficaz o fluxo financeiro internacional.  "Há necessidade de trabalharmos juntos", afirmou, destacando a relevância de ações transparentes e da atuação para detectar as causas da atual crise. Ele citou algumas medidas tomadas pela Inglaterra no intuito de recapitalizar instituições. "É a reação que podemos ter para este tipo de crise", salientou.  Na mesma entrevista coletiva, o representante da África do Sul, Trevor Manuel, lembrou que o G-20 foi criado em meio à crise asiática, no final dos anos 90, e que a atual crise global fez com que o grupo voltasse a suas origens. Ele salientou que há a possibilidade de ocorrerem novos deslizes na gestão da crise, assim como já ocorreram no passado, quando grandes planos de ação não foram atendidos. "O ponto-chave é saber como devemos definir o momento agora", afirmou.

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