Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Líderes do Senado preveem votação da reforma trabalhista na 2ª semana de julho

Data esperada seria o dia 12 de julho; oposição tenta adiar votação na esperança de que novos fatos apareçam e enfraqueçam a base

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2017 | 13h40

BRASÍLIA - Líderes do Senado já assumem que votação da reforma trabalhista deve ficar para a segunda semana de julho. Para evitar confrontos com a oposição e buscar apoio mais consistente na base, a votação, que poderia acontecer na próxima quarta-feira, deve ser adiada.

"Estamos trabalhando com a data de 12 de julho, não deve ser votado antes disso", afirmou o presidente do Democratas, José Agripino (RN). Outros líderes da base confirmaram a informação.

O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), também afirmou que a oposição tem buscado entendimentos com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). 

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Para os oposicionistas, o ideal é adiar a votação na esperança de que fatos novos contra o governo apareçam em investigações e enfraqueçam a base. "Temos bom diálogo com o presidente Eunício e estamos construindo um entendimento para que a oposição não seja atropelada. Não acredito que essa votação aconteça na próxima semana", disse Lindbergh.

Na sessão desta quinta-feira, 29, Eunício adiou a votação do requerimento de urgência para o projeto da reforma trabalhista para a próxima terça-feira, 4. 

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Se todos os prazos forem cumpridos, o projeto poderia ser votado já no dia seguinte. O presidente do Senado afirmou ao Estado que ainda não definiu a data da votação. 

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