Líderes políticos gregos avançam em cortes de austeridade

Líderes políticos gregos ainda discutem os detalhes dos cortes orçamentários de 12 bilhões de euros necessários para a liberação de mais parcelas de seu resgate internacional, disseram autoridades do governo nesta quinta-feira.

Reuters

27 de setembro de 2012 | 09h22

As autoridades, que não quiseram ser identificadas, disseram à Reuters na quarta-feira que o primeiro-ministro, Antonis Samaras, e seu ministro das Finanças concordaram com a lista de medidas a ser apresentada a líderes da coalizão e à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Existe um acordo básico (entre líderes de partidos), estavamos avançando na direção de negociações finais", disse o ministro das Finanças, Yannis Stournaras, após reunião dos três líderes no governo conservador de Samaras.

Um dos três líderes, Fotis Kouvelis, alertou que ainda havia pontos restantes.

"Houve acordo sobre a estrutura básica. Há questões pendentes", disse Kouvelis, chefe do partido moderado Esquerda Democrática.

Nem Stournaras nem Kouvelis especificaram em quais pontos os chefes dos partidos fizeram progresso ou se o acordo sobre a "estrutura básica" foi além de um acordo similar que eles disseram ter feito há um mês.

A coalizão tem debatido por semanas sobre o pacote exigido pelos credores internacionais para manter o país solvente, com os aliados de Samaras opondo-se fortemente a amplos cortes em salários e pensões, assim como planos para demitir funcionários públicos.

A pressão está aumentando sobre os chefes dos partidos para chegarem a um acordo antes que a troika --grupo formado pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e FMI-- volte a Atenas no começo da semana que vem.

A aprovação do pacote pela troika é um pré-requisito para a Grécia garantir sua próxima rodada de dinheiro, sem a qual o país pode quebrar e potencialmente deixar a zona do euro.

(Reportagem de Lefteris Papadimas)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROGRECIADISCUSSOES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.