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Carolina Bartunek: ESG, o que eu tenho a ver com isso?

Líderes terão que superar diferenças em Cúpula no México

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia pode entrar na reta final de negociações a partir de amanhã, quando os chefes de Estado e de governo dos dois blocos se reunirão em Guadalajara, participando da 3.a Cúpula América Latina, Caribe e União Européia. "Agora cada um (deles) vai ter de superar os limites da dor e oferecer o máximo possível para concluir essas negociações", avaliou Ingo Plöger, presidente do Fórum Empresarial Mercosul/União Européia, Plöger e cerca de 25 representantes do setor privado europeu e da região se reuniram até o final da tarde de ontem com altos representantes dos dois blocos, entre eles o ministro de Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o secretário de Relações Internacionais da Argentina, Martin Redrado, e os comissários europeus de Comércio, Pascal Lamy, e de Agricultura, Franz Fischler.Plöger relatou que caberá aos presidentes e chefes de Estado dos dois blocos dar um impulso à possibilidade de as ofertas comerciais e de mercado serem melhoradas. Ele acredita que é possível a remoção de barreiras, a implementação de regras de comércio transparentes e não discriminatórias e uma eficiente cooperação para o desenvolvimento econômico. Com base a estudos de mercado, Plöger afirma que um fracasso nas negociações representaria a perda de pelo menos US$ 3 bilhões em negócios entre os dois blocos.Fidel não iráEm carta aberta aos mexicanos, o presidente de Cuba, Fidel Castro, ironizou a 3a Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia e disse que não participará dela porque a considera "sem conteúdo" e não vê "mínimas condições" para que sua estadia no México produza "resultados construtivos". Na carta, Fidel afirma ainda que "existem assuntos sérios pendentes e não resolvidos em relação à falsa e desonesta acusação contra Cuba, de ter interferido em assuntos internos do México". Fidel diz, no entanto, que Cuba será representada pelo seu chanceler, Felipe Pérez Roque.Entre os motivos para não participar, Fidel cita a cumplicidade da União Européia com os "crimes e agressões dos Estados unidos contra Cuba, por meio do infame e hipócrita conduta em Genebra e seu escandaloso entendimento e conivência com a lei Helms-Burton, de inaceitável caráter extraterritorial, que fazem indigna de ser levada a sério pelo povo cubano".

Agencia Estado,

27 de maio de 2004 | 16h27

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