Light destaca que reajuste proposto pela Aneel é insuficiente

O presidente da Light, Jean Pierre Bel, afirmou hoje que o reajuste de 6,15% proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a distribuidora é insuficiente e não considera o alto nível de inadimplência e perdas comerciais da distribuidora. "Enfrentamos inadimplência, perdas e outras dificuldades que a agência não considerou em sua análise", disse o executivo, sem querer informar, porém, qual seria o porcentual justo para a empresa. Pelos dados que a Light entregou à Aneel, a agência calcula que a empresa precisaria de um reajuste de 51%, mas não há consenso sobre os números e a Aneel propôs um porcentual bem menor. Executivos da Light disseram, porém, que o conceito de empresa modelo (usado pela Aneel para definir a eficiência da distribuidora) usado no processo de revisão não se encaixa no perfil da concessão. Para o órgão regulador, a empresa de referência teria um custo de R$ 482,9 milhões, enquanto a Light diz que seu custo chega a R$ 944,7 milhões. A empresa diz que tem um índice de inadimplência de 7% e de perdas de 22%, principalmente em áreas de baixa renda e favelas. O índice definitivo de reajuste da distribuidora será divulgado no dia 7 de novembro.

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