Light espera posição da Aneel sobre troca de ações

O presidente da Light, José Luiz Alquéres, afirmou esta tarde que a companhia espera para os próximos 15 dias um posicionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a troca de ações da empresa, que promoveu uma reestruturação do controle acionário, agora nas mãos da Cemig. "A Aneel deve aprovar a operação logo, no máximo nuns 15 dias", disse.

KELLY LIMA, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2010 | 14h50

Segundo ele, somente então é que a controladora deverá escolher um novo presidente para a empresa. "O Ronnie (Vaz Moreira, vice-presidente de Relação com Investidores) foi convidado a continuar na área financeira. E eu fui convidado a presidir o Conselho de Administração da nova configuração da Light. A operação tomou mais tempo que o esperado e está em fase de análise na Aneel", disse Alquéres, durante teleconferência com analistas financeiros.

Apagões

Minimizando os apagões constantes que têm atingido a região metropolitana no Rio de Janeiro no início de 2010, Alquéres disse que "a empresa tem respondido excepcionalmente bem ao crescimento da demanda verificado neste verão por conta das elevadas temperaturas". "O Rio tem sofrido muito os efeitos do mais crítico verão dos últimos 50 anos de sua história, mas a empresa está fazendo frente a todos estes desafios e deve fazer de 2010 um ano muito bem sucedido", afirmou.

Segundo ele, a previsão de demanda da Light foi antecipada em pelo menos cinco anos e, por isso, a capacidade de atendimento chegou próxima do limite. Alquéres comentou ainda que o crescimento do consumo em novembro, por exemplo, chegou a superar em 30% o mesmo mês do ano anterior. Em dezembro, o aumento da demanda foi de 16% e em janeiro de 2010, a alta foi de 13% em relação ao primeiro mês de 2009.

Ainda de acordo com Alquéres, para atender às chamadas emergenciais que surgiram neste "verão atípico", a Light teve que deslocar equipes que estavam tratando da blindagem do sistema. "Assim que estas equipes voltarem às suas atividades normais, esperamos uma forte redução das perdas ao longo de 2010", disse.

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