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Light inicia estudos para gerar energia a carvão

O presidente da Light, distribuidora de energia elétrica no Rio de Janeiro, José Luiz Alquéres, afirmou hoje que a empresa iniciou estudos para investir em geração térmica a carvão. "Acredito que, na matriz energética brasileira, haverá espaço para térmicas a carvão", afirmou o executivo. Quando indagado se a empresa poderia buscar parceiros no empreendimento, Alquéres comentou que não há nada nesse sentido, por enquanto. Entretanto, ele observou que um "parceiro preferencial" seria a Cemig, citando a empresa mineira que é acionista da distribuidora do Rio.Ele fez as observações ao responder a pergunta de jornalistas sobre como a empresa pretendia elevar a participação de seus negócios em geração. De acordo com Alquéres, a Light já tem vários projetos em andamento, como as usinas de Itaocara (RJ), com 195 megawatts (MW) de potência; a usina de Paracambi (RJ), com 30 MW de potência; e a de Lajes (RJ), com 19 MW de potência - além de iniciar estudos para geração térmica a carvão. "Estamos também de olho nos novos leilões de hidrelétricas", disse.Sobre a possibilidade de participação da empresa no leilão das usinas do Rio Madeira, em Rondônia, ele comentou que "no caso específico do leilão do Rio Madeira, quem vai participar é quem se inscreveu. A Light não se inscreveu", disse. O presidente foi cauteloso ao responder se a empresa poderia participar do leilão, futuramente, associada a algum outro grupo já qualificado. "Por ora, quem se inscreveu é quem está lá", disse.O executivo comentou que o interesse inicial da distribuidora em participar do leilão foi influenciado por uma "preocupação" sobre a viabilidade da competição. Ou seja: a empresa tinha interesse em estimular o teor competitivo do leilão. "O conjunto de medidas que o governo tomou permitiu esse cenário muito bom, no qual existem vários competidores, três dos quais com chance de vitória. A Light apenas continua a não entender o que a Eletronorte está fazendo lá", disse, citando a estatal, mas sem mencionar quais seriam os três grupos com chance de vencer o leilão. O executivo fez palestra hoje, promovida pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB-RJ) e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

29 de novembro de 2007 | 16h42

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