Lima defende que Estado controle produção no pré-sal

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse hoje que teme que a exploração do pré-sal resulte em uma "desindustrialização" do País, caso não haja investimentos na indústria ligada ao setor. "É preciso controle da produção, o Estado tem que assumir o controle da produção local. Não no restante do Brasil, em que o sistema de concessão anda bem, mas nesses locais (áreas do pré-sal) é preciso mudar", disse.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 13h32

Segundo Lima, que participou de seminário sobre mão de obra na área de petróleo e gás na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), há duas questões fundamentais no que diz respeito ao pré-sal, que são o marco regulatório, que segundo ele deve definir a industrialização brasileira e o controle da produção, além da garantia de um fundo que vise o desenvolvimento de ciência e tecnologia, meio ambiente e educação.

Em entrevista após a abertura do seminário, Lima admitiu que pode haver reservas do pré-sal fora da área já demarcada, que vai se Santa Catarina ao Espírito Santo, mas disse que ainda não há dimensionamento desse potencial. "Sabemos que o pré-sal se estende até o Nordeste, mas não significa que haja acumulações expressivas de petróleo", afirmou. Segundo ele, por causa da possibilidade dessas possíveis áreas adicionais, as propostas para o pré-sal encaminhadas pelo governo ao Congresso fazem menção a "áreas estratégicas a serem definidas posteriormente".

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