Liminar suspende licitação de plataformas da Petrobras

Uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro à Marítima Engenharia e Petróleo suspendeu a abertura dos envelopes da licitação do principal módulo das plataformas P-51 e P-52 da Petrobras, que seria feita hoje. A Marítima, que foi desclassificada na licitação, pediu na Justiça que a Petrobras abrisse também o seu envelope junto com o das concorrentes. A licitação prevê que apenas as empresas que estejam na disputa tenham o orçamento divulgado. A Petrobras informou que vai recorrer da decisão e só abre os demais envelopes após derrubar a liminar.A participação da Marítima na licitação da P-51 e P-52 foi polêmica desde o início do processo. A empresa não foi convidada para participar da concorrência, por ter sido desqualificada para a obra, segundo a estatal. Sua participação no decorrer do processo foi resultado de outra liminar obtida na Justiça.Mas a empresa foi desclassificada por ter apresentado proposta idêntica à da Akker Kvaerner, que também ficou fora do processo. As duas empresas chegaram a apresentar recurso administrativo na Petrobras, a exemplo do consórcio formado entre o estaleiro espanhol Dragados, e as construtoras brasileiras Andrade Gutierrez e Camargo Correia, também desclassificado, mas a estatal julgou os recursos improcedentes.Seguem na disputa os consórcios formados pela construtora Odebrecht e a italiana Saipem; o segundo, pela coreana Samsung e pelo estaleiro brasileiro Ultratec e o terceiro entre a Fels Setal (dona do estaleiro Verolme em Angra dos Reis) e a francesa Technip. Orçadas inicialmente em torno de US$ 1 bilhão, as duas plataformas tiveram a licitação dividida em três módulos. Os envelopes em questão correspondem à maior parte do negócio (cerca de 60%), que se refere à construção do casco e convés.

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