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Limitar gastos públicos ganhou viés político

Ao impor um limite para os gastos do governo federal, a equipe econômica "enxuga" a quantidade de dinheiro público que circula na economia. A prática de contingenciar despesas previstas no orçamento não é nova, mas ganhou contornos políticos no governo Dilma Rousseff.

JOÃO VILLAVERDE E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

22 de maio de 2013 | 08h45

Com poucos dias de governo, Dilma anunciou em fevereiro de 2011 um enorme corte de despesas - de R$ 50 bilhões. A tesoura atingiu a todos, e tinha um objetivo específico: reduzir o estímulo que o governo dava ao crescimento econômico e, com isso, diminuir a inflação. Após o salto recorde de 7,5% no PIB de 2010, a inflação acelerou para 5,9% e o governo resolveu apertar os cintos.

O dinheiro poupado seria canalizado para reduzir o peso da dívida pública.

A situação mudou de figura em 2012. Em fevereiro, o governo anunciou novo corte, de R$ 55 bilhões. O corte foi anunciado, mas não foi cumprido integralmente. Com a crise da Europa, o governo resolveu soltar dinheiro para tentar reanimar a economia.

O terceiro ano de governo começou diferente. Em fevereiro nem sequer havia orçamento - o Congresso Nacional só aprovou o texto em março. Em seguida, Dilma foi ganhando tempo. O contingenciamento de despesas que deve ser anunciado nesta quarta-feira, 22, portanto, ocorre com um calendário mais avançado, que permite aos técnicos ter um quadro melhor do que os espera até dezembro. O quadro inflacionário preocupa o governo, mas a perspectiva de três anos consecutivos de PIB baixo preocupa mais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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