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Limite para queda da Selic não é razoável, diz Meirelles

Segundo o presidente do BC, mudanças na poupança buscam espaço que para que juros caiam a nível adequado

Célia Froufe, Fábio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

13 de maio de 2009 | 13h19

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira, 13, não ser razoável a existência de um limite institucional contra a queda da taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 10,25% ao ano). "O senhor está dizendo, então, que a Selic vai cair? Não", comentou, afirmando que as propostas divulgadas nesta tarde buscam apenas uma abertura de espaço para que os juros sejam fixados em um nível adequado, qualquer que seja ele.

 

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Meirelles explicou que, quando a caderneta de poupança passa a render mais do que outros investimentos em termos líquidos, isso passa a ser um limitador para economia, e que um dos dois fenômenos a seguir prevalecerá: ou os outros investimentos terão um determinado piso ou haverá migração para a poupança.

 

"O problema desse segundo ponto, além da arbitragem, é que a poupança tem seus recursos direcionados, como para a habitação, por exemplo", explicou. Dessa forma, segundo o presidente do BC, pode ocorrer falta de recursos para empréstimos corriqueiros.

 

"Não é possível convivermos com uma taxa líquida menor que a de um instrumento como a poupança", argumentou. Meirelles salientou que se a Selic continuar a cair este ano, deverá haver diminuição da taxação dos demais investimentos, já que pela força da lei, qualquer mudança atual só poderá entrar em vigor em 2010.

 

"Uma alternativa seria a taxação de grandes investimentos (na poupança), mas temos de seguir a lei", completou, citando o princípio da anualidade. Meirelles disse também que, caso ocorra um custo fiscal para o governo, este movimento será compensado em uma proporção muito maior pela queda dos juros, "caso ela ocorra".

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