Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Linhas de crédito para setor automotivo não comprometem o ajuste fiscal, diz Levy

Ministro da Fazenda reforçou que condições especiais para o setor automotivo na Caixa e no Banco do Brasil são operações comerciais que os bancos fazem normalmente

Idiana Tomazelli e Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 13h29

RIO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira, 19, que as linhas de crédito da Caixa e do Banco do Brasil (BB) em condições mais favoráveis para a cadeia de fornecedores do setor automotivo não comprometem o ajuste fiscal, pois são operações comerciais. O fato de o crédito mais barato usar contratos e recebíveis dos fornecedores com as montadoras torna essas linhas de crédito uma operação comercial, que os bancos fazem normalmente. Caixa e Banco do Brasil anunciaram linhas de crédito com condições especiais para a cadeia de fornecedores do setor automotivo.

"Não compromete o ajuste, é uma operação de mercado", afirmou Levy, ao deixar a cerimônia de abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2015), no Rio. "A linha mais especial é para o transporte público, que é importante, é uma prioridade, é eficiente e sustentável para o meio ambiente. O resto é uma operação mais comercial, na qual a gente apoia os fornecedores usando o próprio valor (de contratos) como qualidade de crédito das montadoras", completou o ministro.

Levy definiu as linhas como "uma coisa absolutamente normal". Quando você é fornecedor de uma empresa grande, pode usar recebíveis e garantias que a empresa grande dá para melhorar sua qualidade de crédito. É um arranjo perfeitamente comercial", completou Levy.

Pouco antes, na abertura do Enaex 2015, o presidente da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa, criticara as medidas anunciadas na terça-feira pela Caixa. Levy também defendeu, em seu discurso, a importância de medidas "horizontais". Após a cerimônia, o ministro afirmou que as linhas da Caixa e do BB não ferem o princípio da horizontalidade. 

"No caso, não, porque você está levando em conta a força, a qualidade de crédito dessas companhias. É um arranjo que os bancos fazem todos os dias com os fornecedores. Se você tiver um setor em que o contratante tem uma reputação internacional, tem uma qualidade de crédito, é eficiente você utilizar essa qualidade de crédito, seus recebíveis, para melhorar a qualidade de crédito, portanto, baixar o custo dos fornecedores", explicou Levy.

Tudo o que sabemos sobre:
joaquim levyajuste fiscal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.