LinkedIn chama 'líderes' para atrair usuários

O LinkedIn lança hoje uma ferramenta que permitirá que usuários publiquem conteúdo original na rede social. Para a estreia no Brasil, a empresa contará com a participação de 20 "líderes" - empresários, economistas e consultores - que farão parte do programa "Influenciadores", publicando notícias, dicas, comentários e experiências pessoais relacionadas a trabalho e meio corporativo na rede.

/MURILO RONCOLATO, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2015 | 02h03

As novidades, disse o presidente do LinkedIn no Brasil, Osvaldo Oliveira, têm por objetivo atrair o usuário brasileiro para a rede social, que busca não só abrigar currículos, mas se tornar uma plataforma de conteúdo relacionado a trabalho.

Segundo o executivo, uma análise interna da empresa mostrou que os usuários ativos passavam mais tempo (em proporção sete vezes maior) consumindo conteúdo na plataforma do que buscando temas relacionados a vagas de empregos.

Nos Estados Unidos, a rede já contou com o presidente americano Barack Obama como influenciador. Hoje, entre os mais ativos, há nomes como o do cofundador da Microsoft, Bill Gates; o do fundador da Virgin, Richard Branson; e o do primeiro-ministro britânico David Cameron.

No Brasil, entre os escolhidos para essa etapa inicial estão Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Nizan Guanaes (Grupo ABC de Comunicação), o consultor Vicente Falconi, Romero Rodrigues (Buscapé), Rodrigo Galindo (Kroton Educacional), o economista Ricardo Amorim, Adriana Machado (GE), Joyce Pascowitch (editora Glamurama) e a empreendedora Bel Pesce. A lista será atualizada com o tempo para incluir novos nomes.

A lista, de forma proposital, não inclui políticos como faz a internacional. Oliveira explica que é uma questão de momento. "Estamos buscando mais informação de negócios, desenvolvimento profissional e menos discussão política, que é sempre muito quente no Brasil", diz o executivo. Ele garante que sua equipe vai "analisar a viabilidade" de trazer personalidades da política no futuro.

Oliveira destaca o fato de ser a primeira vez que o programa terá autores fora da língua inglesa. No Brasil, a rede conta com 22 milhões de usuários, formando a terceira maior comunidade online do mundo - perde apenas para EUA e Índia.

O conteúdo publicado pelos "influenciadores" poderá ser acessado pelo menu do Linkedin (por meio da opção "Pulse", em "Interesses"), mas deverá aparecer na página inicial dos usuários, estratégia da rede para chamar atenção para a novidade. Já a opção de publicar posts mais longos e elaborados por qualquer usuário, está acessível por meio do botão "Publicar item", já disponível nos perfis no Brasil. "Não precisa ser influenciador para escrever e ter impacto", diz Oliveira. /MURILO RONCOLATO

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