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‘Lion’ faz ‘propaganda’ para o Google

Filme indicado a seis Oscar narra a história real de um homem que usa o Google Earth para buscar sua família

Fernando Scheller, Impresso

30 de janeiro de 2017 | 05h00

A melhor propaganda, dizem os próprios publicitários, é a não propaganda. Dentro desse raciocínio, Lion, de Garth Davis, que recebeu seis indicações ao Oscar na semana passada, incluindo para melhor filme, pode ser considerado uma ótima ferramenta de marketing para o Google.

Baseado em uma história real, Lion conta a quase inacreditável saga de Saroo Brierley, que, entre 2006 e 2010, empreendeu uma busca por sua família, que vive em um pequeno vilarejo no interior da Índia. Detalhe: ele havia visto os pais e os irmãos pela última vez em 1986.

A separação se deu por acaso. Aos cinco anos, Saroo havia adormecido dentro de um trem de passageiros em uma estação próxima à sua cidade natal. O trem, no entanto, partiu em uma viagem até Calcutá, a 1,6 mil quilômetros de distância. Perdido da família, viveu nas ruas e em orfanatos até ser adotado por um casal australiano (a mãe adotiva de Saroo é interpretada por Nicole Kidman, que concorre ao Oscar na categoria melhor atriz coadjuvante).

É claro que a “propaganda” para o Google – e em especial para o Google Earth, serviço de fotos de satélite do buscador – só se tornou tão relevante porque Lion “emplacou” na corrida pelo Oscar. Segundo Alessandro Germano, diretor de parcerias estratégicas do Google para a América Latina, a empresa não teve participação relevante ou sociedade na produção.

Extensão. O envolvimento do buscador com Lion, segundo o executivo, resumiu-se a auxílio técnico para tornar a ação mais autêntica. No filme, a logomarca do Google que aparece em várias cenas em que o personagem principal, vivido por Dev Patel (de Quem Quer ser um Milionário), que também concorre ao Oscar, está diante do computador é a do fim da década passada, e não a atual.

Embora o Google não tenha a intenção de usar a produção como uma peça de marketing, Germano afirma esperar que o filme, a ser lançado no Brasil em 16 de fevereiro, possa ampliar o uso da ferramenta ao redor do mundo.

Segundo a revista americana Variety, uma indicação ao Oscar de melhor filme costuma ampliar bastante a bilheteria de produções de custo relativamente baixo, como é o caso de Lion. Com orçamento de US$ 12 milhões, o longa havia arrecadado US$ 17,1 milhões no país, apesar de estar sendo exibido em apenas 575 salas. O estúdio Weinstein Company pretendia ampliar sua grande aposta para o Oscar para cerca de 1,8 mil cinemas na última sexta-feira.

Segundo Germano, o Google Earth é “coirmão” do serviço de mapas e é usado tanto por pesquisadores quanto por usuários curiosos sobre diferentes partes do mundo. No Brasil, o buscador tem ajudado a tribo Suruí, na Amazônia, a monitorar atividades de desmatamento em suas terras.

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