Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Liquidações agora duram meses

Promoções avançaram no mês de março para compensar falta de crédito

, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2009 | 00h00

As promoções que sustentaram as vendas do varejo após o Natal devem se tornar mais comuns num ano em que a confiança do consumidor é afetada pela crise. No comércio, os descontos já foram ampliados. Mesmo com a chegada das coleções de inverno, parte do comércio mantém os descontos. "Notei que muitas lojas já receberam estoques novos, mas ainda há anúncios de liquidação na vitrine", diz a analista de marketing Christiane Faro, de 38 anos, que comprou sabonetes importados com 40% de desconto no Morumbi Shopping. Ela foi ao shopping só para trocar uma peça de roupa.De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o comércio partiu para a agressividade para compensar a redução do crescimento de vendas em dezembro. Segundo a entidade, de janeiro a novembro de 2008, a taxa de crescimento acumulada dos shoppings era de 12%. Após o resultado de dezembro, o crescimento anual ficou em 5,6%. "Grande parte do público que não comprou em dezembro deve ter sido responsável por esse crescimento do movimento no começo do ano", diz o diretor executivo da Abrasce, Luiz Fernando Veiga.O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, diz que as liquidações são parte do esforço do comércio para atrair consumidores. "Não se trata de liquidação, mas de uma convocação dos clientes para as compras de mercadorias."Para o economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Guilherme Dietze, a dificuldade de crédito para fazer girar os estoques é o que motiva as liquidações. "As redes varejistas estão buscando liquidez e provavelmente vão diminuir as margens." Nos shoppings, há lojas de calçados, confecções e presentes em liquidação. As opções vão de canetas de luxo (de R$ 1.338 por R$ 736) a bolas de futebol (de R$ 49 por R$ 29). A Lita Mortari, do Shopping Morumbi, oferece desconto de até 80%. Um vestido de seda de R$ 1.200 é vendido a R$ 320. "Vamos manter a liquidação até a metade de junho e centralizar os estoques antigos da rede", diz a vendedora Diana Moreno. "Começamos com um desconto de 50% em janeiro e aumentamos para 70% na metade de fevereiro", diz o gerente da loja da Cavalera no Morumbi, Alexandre Griskones."No ano passado, a liquidação terminou em fevereiro, mas agora vai até março e atinge uma linha maior de mercadorias", resume o gerente Wanderley do Nascimento, da loja de confecções Grã Fina, no bairro da Lapa, em São Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.