Liquidez diária favorece investimentos

Após um ano da adoção de liquidez diária com remuneração nos fundos de investimento, os gestores das carteiras acreditam que a alteração das regras favoreceu tanto o administrador quanto o investidor. Alguns especialistas comentam que a maior flexibilidade para a movimentação do dinheiro pelo investidor favoreceu o crescimento da indústria.Anteriormente, os investidores de fundos precisavam respeitar um prazo, que variava entre 30, 60 e 90 dias, para fazer retiradas. Quem resgatasse o dinheiro fora da data de aniversário da carteira perdia o rendimento do período.Mas, embora não exista mais a exigência de carência para saques, o investidor deve continuar seguindo alguns cuidados para movimentar os recursos sem perda de rentabilidade. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) adotado no momento do retorno da liquidez diária ainda pode comer boa parte do rendimento nas aplicações de até 30 dias.Cuidado com os impostosNesse período, quanto menor o tempo de permanência do dinheiro no investimento, maior será o imposto. O investidor pode fazer saque em qualquer momento, sem perda de rendimento pela cobrança de IOF, depois de 30 dias. Mas, ainda assim, não estará livre do pagamento de Imposto de Renda, descontado pela alíquota de 20% nos fundos de renda fixa e de 10% nos de ações.A cobrança da CPMF de 0,30% é outro fator que achata a rentabilidade do investidor nos resgates. Para o diretor-adjunto do Banco Bandeirantes, Alexandre Strutz, esse é o imposto mais punitivo, pois não existem meios de escapar dele.Investidor deve evitar saques no primeiro mêsO diretor de Gestão de Recursos do Banco Sudameris de Investimento, José Antonio Prescinotti, afirma que, mesmo com a opção de liquidez diária, o investidor deve evitar saques antes dos primeiros 30 dias. Strutz, do Bandeirantes, destaca que os cotistas têm sabido tirar proveito da liquidez diária na hora da retirada. "As regras facilitaram a movimentação do dinheiro."Para os especialistas, essa facilidade atraiu novos clientes para a indústria. O diretor de Produtos da ABN AMRO Asset Management, Cypriano Camargo, afirma que prova disso foi o crescimento da carteira da instituição. "De julho de 1999 a junho deste ano, houve um crescimento de 67%."

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