Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Lira volta a falar em 'excepcionalizar' auxílio emergencial e defende respeito ao teto

Em entrevista à BandNews, o presidente da Câmara citou a possibilidade de pagamentos do benefício por dois a quatro meses

Cícero Cotrim, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2021 | 02h06

SÃO PAULO - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), disse na quarta-feira, 10, que a prorrogação do auxílio emergencial é uma das suas prioridades de curto prazo à frente da Casa. Em entrevista à BandNews, Lira voltou a falar em "excepcionalizar" o gasto para garantir uma nova rodada do auxílio.

"Sem Orçamento, como estamos hoje, não tem medidas muito efetivas que o governo possa fazer a não ser excepcionalizar de novo o teto de gastos e entrar de novo com uma medida de guerra", afirmou. 

Lira citou a possibilidade de pagamentos por dois a quatro meses, "para que dê tempo para o Congresso tomar decisões, sempre respeitando o teto de gastos, a reponsabilidade fiscal."

Ao mesmo tempo, o parlamentar disse que é necessário avançar com uma agenda de reformas para aumentar a credibilidade do Brasil e atrair investimento estrangeiro para o País. "Estamos atentos a todos os degraus que a economia precisa para ter tranquilidade, economia e previsibilidade, mas precisamos cuidar das pessoas, do povo", disse.

CPMF

Questionado sobre a discussão de uma nova CPMF nos moldes da que foi proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para financiar a desoneração da folha de pagamentos, Lira disse que não haveria problemas de discutir o tema na Câmara, mas que ainda não debateu o tema com Guedes.

"Tem senadores e deputados que defendem a criação do imposto exclusivo para manter um programa social, mas isso é hipótese, não tive nenhuma conversa com o ministro para tratar de imposto para resolver a questão do auxílio ou a questão da folha", afirmou.

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