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O ministro Paulo Guedes durante o evento da Coalizão Indústria. Divulgação

Live com Paulo Guedes tem invasão hacker com música e imagens pornográficas

O ministro participava do evento da indústria em um hotel de Brasília, cercado por poucos convidados por medidas de segurança sanitária

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 13h06

BRASÍLIA - A participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma live realizada pela Coalizão Indústria foi invadida por internautas estrangeiros. O evento foi transmitido por meio da plataforma Zoom. Durante a fala do ministro, sua imagem foi sobreposta por músicas e gritos em outras línguas, por cerca de três minutos. Além de palavras em cirílico exibidas a participantes e áudio de música em inglês, algumas imagens pornográficas também foram transmitidas durante a apresentação de Guedes.

O ministro participava do evento da indústria em um hotel de Brasília, cercado por poucos convidados por medidas de segurança sanitária. Jornalistas e outros participantes, porém, assistiram ao evento de forma remota. 

“A Coalizão Indústria informa que durante a transmissão para a imprensa do evento ‘Diálogos da Indústria’ houve, por alguns minutos, a interferência de terceiros que usavam nomes de jornalistas credenciados, com áudios e imagens externos. Os perfis foram excluídos rapidamente”, trouxe a entidade por meio de nota divulgada há pouco.

De acordo com os industriais, não houve interferências na transmissão para o público, que ocorreu normalmente. “A Coalizão Indústria informa ainda que vai apurar os fatos e pede desculpas aos repórteres presentes na transmissão pelo inconveniente.”

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'Somos liberais, mas não somos trouxas', diz Paulo Guedes

Em evento com empresários da indústria, o ministro afirmou que o ritmo de abertura da economia precisa respeitar o 'patrimônio' do parque industrial nacional

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 13h33

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira, 27, que a reindustrialização do Brasil é um dos objetivos do governo. Para ele, o ritmo de abertura da economia precisa respeitar o “patrimônio” do parque industrial nacional. “Somos liberais, mas não somos trouxas”, afirmou, em participação em evento realizado pela Coalizão Indústria, em Brasília.

O ministro disse que assistiu com “muita tristeza” à redução da participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nas últimas décadas. “A forma de uma indústria ficar viva era conseguir uma proteção em Brasília e dividir com seus sindicatos o butim contra a sociedade brasileira. Enquanto havia uma exploração do consumidor, a indústria foi esmagada de 35% para 11% do PIB, quando ainda poderíamos ter de 20% a 25% do PIB.” 

Mais uma vez, o Guedes citou as medidas tomadas pelo governo durante a pandemia de covid-19 e defendeu a vacinação em massa da população para o retorno seguro ao trabalho. Ele repetiu que a abertura comercial do Brasil ocorrerá de forma gradual, com a aprovação de medidas de competitividade antes de uma abertura total. Ele citou a aprovação de novos marcos de cabotagem, energia e gás. "Nós não vamos derrubar a indústria brasileira em nome da abertura comercial", afirmou. 

Segundo o ministro, há ainda necessidade de revisão dos impostos sobre o setor produtivo. "A agroindústria brilha no mundo também porque setor tem 'ausência de tributação'", comentou.

Guedes defendeu ainda a criação de um polo digital no meio da Amazônia brasileira, semelhante ao Vale do Silício nos Estados Unidos, para atrair as grandes companhias estrangeiras do setor. "É preciso isenção tributária de 20 anos a companhias externas e brasileiras com sede na Amazônia. Manaus tem que ser a capital mundial da economia verde. O futuro é verde e digital, temos que redesenhar o modelo na Amazônia.” 

Em meio aos embates do presidente Jair Bolsonaro com a CPI da Covid no Senado, o presidente chegou a ameaçar a Zona Franca de Manaus para atingir o presidente da Comissão Parlamentar, senador Omar Aziz (PSD), e o senador Eduardo Braga (MDB) - ambos representantes do Amazonas. "Imagine Manaus sem a Zona Franca. Hein, senador Aziz? Você que fala tanto na CPI, senador Eduardo Braga. Imagine aí o Estado, ou Manaus, sem a Zona Franca?", disse o presidente em live no último dia 20. 

A fala de Bolsonaro foi rebatida por diversos parlamentares do Amazonas. Guedes reafirmou que tem "muito respeito" pela Zona Franca.

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Guedes quer aprovar reforma tributária em 5 meses e afirma que não vai aumentar impostos

Em evento com empresários da indústria, o ministro disse que proposta só não saiu no ano passado devido à exigência dos governos estaduais em obterem fundos bilionários de compensação

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 14h34

BRASÍLIA - Após ser cobrado pelas associações setoriais da indústria por uma reforma tributária ampla, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo quer uma reforma ampla, mas que seja “rápida e prática”, para ser viabilizada ainda neste ano. 

“Temos de cinco a seis meses para fazer isso. Eu mesmo tive que abrir mão de alguns pontos, como a desoneração da folha de salários, para aprovarmos uma reforma rápida. Ou seja, todos continuarão onerados, mas pelo menos a economia voltou a crescer mais rápido", admitiu Guedes, em referência à proposta de criação de um imposto digital (nos moldes da extinta CPMF) para bancar a desoneração da folha. 

Segundo o ministro, a reforma só não saiu no ano passado devido à exigência dos governos estaduais em obterem fundos bilionários de compensação. “A reforma tributária ampla é ideal, mas não às custas da União. Os Estados queriam tirar meio trilhão de reais da União. Eu resisti a entrar em uma reforma tributária suicida, que quebraria a União", respondeu, em participação em evento realizado pela Coalizão Indústria nesta quinta-feira, 27. "A União não se deixará assaltar, falamos isso aos governos estaduais.”

Para Guedes, a proposta de paridade entre União, Estados e municípios no controle das receitas é "patética". "Seria um terço de assentos para municípios, um terço para Estados e um terço para a União. Ou seja, os governos regionais iriam controlar as receita da União, isso é patético", acrescentou.

O ministro lembrou que a proposta do governo é reduzir em 5% o imposto sobre as empresas, além da redução de tributos sobre a energia elétrica e os combustíveis. "O ritmo de abertura do País acompanhará desenvolvimento interno da indústria. A abertura da economia tem que ser lenta para respeitar parque industrial."

Paulo Guedes repetiu que o governo não vai aumentar impostos para reduzir o déficit fiscal. Ele lembrou que a arrecadação federal já cresceu 40% neste ano, devido à recuperação da economia. “Não vamos subir os impostos, vamos controlar os gastos. Os impostos serão mantidos ou reduzidos. Vamos fechar o déficit com a recuperação econômica. A projeção de déficit neste ano já caiu R$ 100 bilhões. Quem sabe a gente cresce (a economia) 4% ou 4,5% no ano que vem e acabamos com o déficit”, afirmou.

A estimativa de rombo primário do Governo Central neste ano caiu de R$ 286 bilhões (3,5% do PIB) para R$ 187,7 bilhões (2,2% do PIB), de acordo com a nova grade de parâmetros do Ministério da Economia, divulgada na semana passada.

'Economia de guerra'

O ministro declarou que, se houver uma terceira onda da pandemia, o governo poderá aumentar a “economia de guerra” para fazer frente aos impactos na população. “Se a pandemia fustigar novamente, se uma variante não for atacada pela vacina, se não estiver funcionando, vamos aumentar a economia de guerra. O protocolo está pronto, bata acionar a cláusula de calamidade da PEC Emergencial”, respondeu, ao reafimar que não irá faltar dinheiro para a saúde, nem para uma eventual necessidade de renovação do auxílio emergencial e de outras medidas.

“Temos nossos princípios básicos, em primeiro lugar a saúde dos brasileiros. Temos compromisso é com a saúde e com a economia. Imagine uma economia desorganizada em meio a uma pandemia: o país afunda. Observem os dramas da Venezuela e da Argentina”, disse.

O ministro afirmou que "o auxílio emergencial é uma arma que temos e que pode, sim, ser renovada”, conforme a necessidade. “Se as mortes continuarem e as vacinas não chegarem, teremos que renovar. Não é o nosso cenário hoje, mas é uma ferramenta que pode sim ser renovada", disse.

Para ele, se o País continuar a vacinação em massa, a reabertura da economia pode tornar desnecessária a prorrogação do auxílio. "Se conseguimos vacinar 70% da população, com 100% dos idosos imunizados, não seria necessário estender o auxílio."

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