Marcio Fernandes / Estadão
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Livre-comércio com a China teria saldo positivo para o Brasil, diz estudo do Ipea

No caso das importações, no cenário em que um acordo comercial fosse firmado com os chineses, os valores seriam 7,73% superiores ao do cenário atual

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 15h36

Um eventual acordo de livre-comércio entre Brasil e China, já aventado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, traria um saldo de resultados positivo para a economia brasileira, conforme um estudo de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O resultado final seria mais crescimento econômico, mais investimentos e menos inflação, sugere o estudo, que será divulgado durante um seminário na próxima quarta-feira, em Brasília, e foi obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast

Se as tarifas de importação no comércio bilateral entre os dois países fossem zeradas aos poucos em dez anos, o Brasil poderia, até 2030, exportar, para todos os países (não só para a China) 8,75% a mais do que faria num cenário sem livre comércio. As projeções nos dois cenários ainda indicam queda no total de exportações brasileiras de 2020 a 2030, mas a redução seria menor com um acordo.

No caso das importações, no cenário em que um acordo comercial fosse firmado com os chineses, os valores seriam 7,73% superiores ao do cenário atual. As projeções dos dois cenários, com e sem acordo, apontam para alta nas importações, no acumulado de 2020 a 2030.

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