Lloyds: espaço para queda dos juros

A queda de 0,3% nas vendas do varejo em maio, nos Estados Unidos (veja mais informações no link abaixo), se une à uma gama de indicadores que mostram números mais favoráveis à desaceleração da economia norte-americana. A avaliação é do economista-chefe do Lloyds TSB, Odair Abate. Segundo ele, isso indica que o processo de altas significativas e contínuas da taxa básica de juros nos Estados Unidos, ditada pelo Federal Reserve (FED), chegou ao fim. Abate acredita que os reflexos serão positivos no mercado brasileiro, já que a economia interna também está num momento equilibrado - inflação sob controle, bons números fiscais e recuperação moderada da atividade. Tudo isso abre espaço para a retomada da política de queda de juros, de acordo com o economista. Copom volta suas atenções para o preço do petróleo O economista alerta que o preço do petróleo é o novo alvo de atenção do Comitê de Política Monetária (Copom). A alta nos preços no mercado internacional embute risco de um repique na inflação futura no País. Mas para Abate, há uma boa chance da produção de petróleo aumentar após da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), no dia 21. Isso poderia diminuir a pressão de alta e estabilizaria o barril do óleo em US$ 26 no restante do ano, de acordo com o economista. Taxa de juros podem não cair, mas a tendência de queda é certa Sobre a queda da taxa de juros básica - Selic - Abate acredita que os fundamentos da economia interna, além dos números positivos da economia norte-americana, seriam suficientes para o Copom baixar os juros em 0,25%. Mas ressalta que, pelo comportamento recente do Comitê, não se pode desprezar a alternativa de adoção de apenas um viés de baixa, ou seja uma sinalização de tendência de queda. Na opinião dele, nenhum dos dois cenários deve surpreender o mercado.

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