Lloyds: expectativas para mercado

Segundo avaliação do administrador de recursos de renda variável do Lloyds Asset Manegement, André Caminada, o mercado brasileiro deve continuar nervoso. Ele destaca, sobretudo, a questão macroeconômica mundial como principal aspecto que direcionará os investimentos no Brasil. Ele ressaltou que a vontade dos investidores é de comprar, pois a Bolsa está oferecendo muitas oportunidades em função dos ajustes sofridos. No entanto, explica que a insegurança em relação às questões externas está segurando as aplicações, pois elas estão deixando os gestores receosos sobre o que vai acontecer com o mercado.Segundo o administrador, os principais pontos ainda são o petróleo e a instabilidade na Argentina. Para ele, a tensão no Oriente Médio está pressionando os mercados em função das expectativas sobre o preço do petróleo. Já o cenário de instabilidade na Argentina deve contribuir para a volatilidade do mercado acionário brasileiro, já que os fortes rumores sobre reestruturação da dívida na Argentina acabam por contaminar os ânimos dos investidores, pois o Brasil está inserido no contexto de países emergentes.Com relação à Nasdaq, a maioria dos balanços de empresas norte-americanas já foi divulgada, mas ainda há resultados a serem divulgados da Amazon, Compaq, Lucent e AT&T, os quais devem influenciar decisivamente no índice da bolsa eletrônica. A interferência direta da Nasdaq no mercado brasileiro é devida à percepção de risco pelos investidores, que acabam optando pela Nasdaq ao invés da Bolsa paulista pois o mercado norte-americano tende a ser mais estável. Mas o administrador afirmou que a Nasdaq tende a ter menor influência na Bovespa. Na avaliação dele, se o cenário externo se acalmasse, o Brasil mostraria uma rápida recuperação.Isenção da CPMF foi tardiaQuanto à isenção da CPMF aos investidores estrangeiros, Caminada classificou a decisão como tardia. Ele disse que a proposta é boa e produz maior volume de negócios para os papéis brasileiros. Porém, a mudança não será refletida nos preços dos ativos negociados. Segundo ele, a questão da exportação dos investimentos da Bovespa para a bolsa de Nova York desanimou o mercado e a correção dessa questão envolve diversas mudanças que não causam efeitos no curto prazo. Ele disse que o esforço exigido para reverter a atual situação vai além da aprovação da Lei das S.As.

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