Lloyds: inflação deve atingir meta de 6%

A inflação de maio apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ficou em 0,03%, acumulando 0,69% nos primeiros cinco meses do ano, contra 2,59% em igual período de 1999. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada chega a 6,23%, bem abaixo dos 8,64% verificados no ano passado. Ou seja, a trajetória seguida pelos índices de preços ao consumidor é bastante tranqüila, sendo o IPC-Fipe o exemplo mais claro disso. Essa é a análise dos economistas do Lloyds Bank. Eles acrescentam que, de maneira geral, todos os itens vêm tendo um comportamento favorável, mas o grupo alimentação merece destaque, pois há quatro meses consecutivos vem apresentando evolução negativa e acumula variação de 2,32% no ano. Os economistas do Lloyds Bank dizem ainda que o desempenho favorável do IPC-Fipe pode ser tomado como parâmetro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Índice utilizado para fins de meta inflacionária do governo. E, mesmo que o governo seja levado a reajustar os combustíveis em julho/agosto, em torno de 10%, por conta das elevadas cotações do petróleo no exterior, é lícito supor que a inflação continuará apontando para um número próximo ao ponto central da meta de 6% para este ano. Isto porque os eventuais riscos atrelados ao reaquecimento da economia, que poderiam gerar pressões inflacionárias não parecem prováveis no curto prazo. O crescimento moderado da indústria em abril é um sinal importante. Com base na inflação, é possível dizer que há espaço para que os juros voltem a ceder em breve.

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