Lloyds: inflação em baixa

A inflação de maio apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 0,01%, bem abaixo das expectativas. Com isso, a inflação acumulada nos cinco primeiros meses do ano está em 1,41%, confirmando os sinais claros de queda. Nos 12 meses findos em abril, a inflação acumulada encontrava-se em 6,77%, passando agora para 6,47% (em 1999, o índice ficou em 8,94%). O resultado de maio abre espaço para que a meta inflacionária traçada junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para o segundo semestre (7% acumulado em 12 meses) venha a ser alcançada. A estimativa do Lloyds é de um IPCA de 0,6% em junho, o que levaria a inflação para 6,9% em 12 meses. Resultado também abaixo da meta. Por outro lado, existem alguns riscos presentes nos próximos meses, sobretudo ao longo do 3º trimestre, com destaque para a pressão sazonal, referente ao período do ano, de entressafra do item alimentação. Além disso, é provável que os preços dos combustíveis sejam reajustados, dado que o governo e o FMI mantiveram o resultado positivo de R$ 3,5 bilhões para a conta petróleo em 2000 e os preços internacionais continuam muito pressionados. Também devem contribuir para a aperto nos preços os reajustes anuais de tarifas de energia, telefone, ônibus (em São Paulo) e água e esgoto. Mesmo assim, as expectativas quanto à inflação continuam positivas, com o IPCA devendo convergir para a meta de 6% neste ano.

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