Lloyds: recomendações de ações

O Brasil está vivendo um momento econômico diferente do restante do mundo e por isso a escolha dos investimentos deve ser feita olhando para o cenário interno. Essa é a diretriz de investimentos do Lloyds Asset Management, contou o diretor de estratégia de investimentos e produtos da instituição, Paulo de Sá Pereira. Na opinião de Pereira, o investidor deve centralizar seus recursos em papéis de empresas atreladas ao mercado interno e que não corram riscos externos. Enquanto os Estados Unidos vislumbram uma retração após uma forte expansão, o Brasil está iniciando um processo de crescimento. Entretanto, o diretor do Lloyds alertou que o momento não é ideal para aquele investidor que pretende entrar na Bolsa. Nas previsões de Pereira, o mercado irá sofrer uma correção em função dos mercados externos, principalmente em razão das bolsas norte-americanas e da questão do petróleo. Com isso, o melhor momento para ingressar no mercado de capitais será após a queda Para o diretor, passado esse momento, as Bolsas brasileiras devem se descolar do mercado e ser impulsionadas pelos bons fundamentos internos. Por essas razões, a instituição deixou de lado os investimentos nos setores de matérias-primas e produtos não-industrializados, como a indústria petroquímica e de papel e celulose, Internet, alta tecnologia e telefonia celular, todos atrelados a algum tipo de risco externo. Atualmente, os recursos dos fundos administrados pelo Lloyds estão focados nos setores que devem se beneficiar com o aquecimento da economia brasileira, como bens duráveis, geração de energia elétrica, saneamento, petróleo e telefonia fixa. Siderurgia Quanto ao setor siderúrgico, Pereira contou que o Lloyds adotou uma posição neutra. Ele explicou que apesar de estarem atreladas ao preço internacional da placa de aço, as empresas também se beneficiam fortemente com o crescimento econômico. Entre as siderúrgicas, a instituição possui uma avaliação muito positiva da Gerdau. A companhia possui um mix de produtos diferenciado que aproveita mais a expansão de outros setores e que, por isso, não fica demasiadamente atrelada aos preços internacionais. Fundos Essa estratégia de investimentos é adotada pela instituição para os seus fundos de ações de gestão ativa e que buscam retorno no médio prazo, conforme explicou Pereira. No mês de agosto, a instituição viu cinco de seus fundos serem promovidos para a nota máxima A no rating AE/Ibmec que analisa prêmio e volatilidade das carteiras.

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