Lloyds traçam expectativas otimistas para 2001

Segundo análise dos economistas da Lloyds Asset Management (LAM), a inesperada redução das taxas de juros básicas nos Estados Unidos, logo no início de janeiro, levou a uma rápida melhora nas expectativas. Essa decisão deveu-se, em grande parte, à reação negativa dos mercados frente aos números da desaceleração econômica - percebida, por exemplo, no índice Nasdaq que chegou a ficar mais de 50% abaixo de seu pico de 5.000 pontos, no ano passado. Com a queda dos juros, abriu-se um horizonte de recuperação da economia a médio prazo, gerando efeitos bastante positivos sobre as expectativas dos investidores. De acordo com os economistas da LAM, o cenário internacional reforça, no Brasil, uma combinação de fatores positivos: a inflação medida pelo IPCA pode ficar, em 2001, em torno de 4,5%; maior segurança, por parte do Banco Central, para continuar reduzindo as taxas internas de juros; pressão sobre a taxa de câmbio tende a ser menor; a melhora na situação argentina diminui o risco de investimentos na América Latina e o crescimento econômico que favorece o ambiente político do governo. As perspectivas para os principais blocos de ativos, segundo os economistas da Lloyds Asset Management, são as seguintes: Renda fixa A possibilidade aberta para uma redução mais expressiva nas taxas de juros resulta na ampliação da recomendação de operações baseadas em títulos de renda prefixada inclusive com papéis de prazos mais longos que proporcionarão diferenciais expressivos sobre o CDI. No entanto, vale ressaltar que as taxas básicas de juros, mesmo em queda, ainda apresentam uma taxa real expressiva, em torno de 10% anuais. Ativos cambiais A facilidade que o governo, empresas e instituições financeiras estão encontrando para levantar recursos externos diminui as pressões cambiais. Deixa de ser interessante manter posições estratégicas compradas em dólares. Restam nesse segmento apenas operações esporádicas em momentos de exagero nas altas e baixas. Renda variável O mercado acionário brasileiro deve continuar , no médio prazo, ser beneficiado tanto por impulsos externos quanto pelo potencial de valorização dos papéis. Neste sentido, os investidores estrangeiros estão recomendando o Brasil como boa opção de investimento, o que é um sinal adicional de uma provável melhora de negócios. Entretanto, vale repetir que a volatilidade não está descartada, principalmente para o curto prazo, quando teremos notícias ruins proveniente do processo de desaceleração da economia americana.

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