LLX orienta operários do porto a permanecer em casa devido a protesto

Manifestação de produtores rurais bloqueia duas estradas de acesso 

Daniela Amorim, da Agência Estado,

25 de abril de 2011 | 11h32

A LLX, empresa de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista, informou que orientou os operários que trabalham nas obras do Porto do Açu, no norte do Estado do Rio de Janeiro, a permanecerem em casa até o fim de um protesto de produtores rurais, que bloqueia desde às 5h as duas estradas de acesso. Nenhum funcionário ou caminhão da LLX seguiu para o canteiro de obras nesta segunda-feira, 25, por questão de segurança, segundo a empresa.

Entre 40 e 50 proprietários rurais do distrito de Cajueiro, no município de São João da Barra, participam de manifestação contra a desapropriação de terras na região do porto para a construção de um distrito industrial. Eles alegam não terem sido avisados com antecedência sobre a desapropriação e contestam o valor das indenizações que serão pagas pelo Estado.

Cerca de dois mil funcionários da LLX foram impedidos de trabalhar pelo protesto, mas a companhia afirma que não haverá prejuízo por conta da paralisação dos trabalhos, já que a obra do Porto do Açu estaria adiantada.

A LLX afirma manter um canal aberto para diálogo com a população local, através de um escritório em São João da Barra, mas entende que a negociação com os manifestantes deva ser conduzida pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), por tratar-se de desapropriação de terras.

Segundo a Codin, que coordena o processo, todos os proprietários foram notificados em agosto do ano passado e convidados a comparecer à sede de São João da Barra para esclarecimentos sobre as desocupações. Até o momento, 80% dos convocados já compareceram para ouvir esclarecimentos, de acordo com o órgão.

A primeira etapa das desapropriações atinge terras de cultivo de caju, abacaxi e quiabo. Na próxima etapa, ainda sem data definida, onze famílias terão que deixar suas casas, mas a Codin afirma que serão reassentadas.

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