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Lobão afirma que Petrobrás continuará operando na Argentina

Segundo ele, a decisão da Argentina de expropriar a petrolífera YPF é uma decisão soberana

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

17 de abril de 2012 | 11h24

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a decisão da Argentina de expropriar a petrolífera YPF é uma decisão soberana e que o Brasil continuará a operar normalmente no país vizinho por meio da Petrobrás. Segundo ele, as conversas entre os governos do Brasil e da Argentina nessa sexta-feira, dia 20, não devem incluir a possibilidade de nacionalização de ativos da empresa brasileira.

"Vamos ter uma reunião, inclusive com a presença da presidente da Petrobrás, e não está na minha preocupação, e creio que também não esteja na do ministro argentino, qualquer atitude de encampação ou de nacionalização dos interesses da Petrobrás na Argentina", afirmou Loão, que se encontrará com ministro de Energia da Argentina, Julio De Vido, em Brasília.

"Temos os postos, a exploração de petróleo e prosseguiremos dentro da normalidade", afirmou.

A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, que também participará da reunião, disse que ainda não sabe da pauta do encontro, mas informou que a reunião já estava marcada e será importante para esclarecer dúvidas. Segundo ela, haverá reuniões internas na Petrobrás de hoje até quinta-feira para avaliar o quadro na Argentina.

Lobão reforçou que não vê problemas com a estatal brasileira e disse que não irá reclamar se essa for a política do parceiro comercial (em relação à YPF). "Não vejo nenhuma motivação para isso, mas se essa for uma política do governo da Argentina, não teremos também nada a reclamar", acrescentou.

O ministro citou a situação parecida que ocorreu entre Brasil e Bolívia, que não afetou as relações "com aquele país amigo", pois empresas brasileiras continuaram operando na Bolívia.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou ontem o envio de projeto de lei ao Congresso para expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, que desde 1999 pertence à espanhola Repsol. A YPF é líder do mercado argentino. A Petrobrás é a terceira maior do país no setor.

O ministro participou hoje de debate na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado sobre danos ambientais causados pelo vazamento de óleo proveniente do acidente na plataforma da Chevron na Bacia de Campos (RJ).

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