Lobão anuncia data da 11ª rodada de leilão de petróleo

Blocos a serem licitados, que serão 174, metade em terra, e metade em margem equatorial, serão conhecidos nos próximos dias 

Anne Warth, da Agência Estado,

18 de setembro de 2012 | 15h46

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou nesta terça-feira, 18, que a presidente Dilma Rousseff aprovou a realização da 11ª rodada de licitação de petróleo e gás em maio de 2013, em dia a ser estabelecido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última rodada, a 10ª, ocorreu em dezembro de 2008.

Os blocos a serem licitados serão conhecidos nos próximos dias. Serão 174 blocos, metade deles em terra e metade na margem equatorial. O ministro disse ainda que o governo pretende realizar a primeira rodada com blocos da camada pré-sal em novembro de 2013.

A realização dos leilões da 11ª rodada e da 1ª rodada do pré-sal está condicionada, porém, à aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso a respeito da distribuição dos royalties de petróleo.

Segundo o ministro, o governo está em tratativas com o Congresso para assegurar que o projeto de lei seja aprovado ainda neste ano, com a antecedência necessária para a realização dos leilões. "Contamos com a aprovação do projeto dos royalties ainda neste ano, pois as próximas rodadas de petróleo e gás serão realizadas sob a égide da nova lei", afirmou.

IBP

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), João Carlos De Luca, afirmou considerar extremamente positivo o comprometimento do governo para a realização da 11ª rodada de licitação de áreas de exploração e do primeiro leilão para o pré-sal em 2013. "É uma notícia extraordinária", disse, em coletiva convocada às pressas durante a feira Rio Oil & Gas.

De Luca informou que havia acabado de conversar com Lobão, por telefone, e que agradeceu ao governo o comprometimento com as rodadas em nome da indústria. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff conhece a área e teve sensibilidade para avaliar corretamente a demanda do setor. De Luca disse que tentou ligar para a presidente para agradecê-la também, mas que ainda não havia conseguido contato telefônico. "É este o sinal que queríamos ter do governo, um sinal extremamente positivo.

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